Dia 1º de maio! Há 24 anos o mundo perdia o maior piloto de todos os tempos

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Dia 1º de maio! Há 24 anos o mundo perdia o maior piloto de todos os tempos

Ayrton Senna da Silva 
Era domingo, normalmente no interior do Brasil, as famílias se reúnem aos domingos. No estado onde nasci, normalmente para comer churrasco. Dia de alegria, afinal, se comemora o dia do trabalhador.
Mas na época ainda tinha uma questão extra, era dia de Fórmula 1, na época, havia uma séria movimentação, principalmente entre os homens, mas sem descartar as mulheres, afinal, o Brasil tinha um multicampeão e a promessa dos autódromos, Rubens Barrichello.
No entanto, para quem acompanhava com um pouco mais de precisão, já se passava um domingo tenso, afinal, durante os treinos acidentes marcavam a disputa em Ímola. Uma morte já havia sido registrada na sexta-feira. O piloto austríaco Roland Ratzenberger, havia batido muito forte e veio a falecer na sequência. No sábado, Rubinho, bateu forte e foi parar no hospital.
Mas a maior surpresa triste e irreparável estava por vir, Ayrton Senna, o maior piloto de todos os tempos, o mais arrojado, audacioso, sem medo de nada pista, vinha a sofrer um back, até hoje insuperável por todos nós brasileiros.
A aflição nos momentos que antecediam a corrida, era narrada por Galvão Bueno, como se parecesse que ele estava premeditando algo. O rosto tenso de Senna também nos deixava encasquetados.
Começou a corrida, o piloto brasileiro na pole, tudo ia dentro dos conformes. Até a sexta volta e a então temida, curva “Tamburello”. Muito se especula, dizem ter sido erro técnico, proposital e até um mal súbito antes da curva, Senna teria sofrido, mas os dizeres de Galvão: “Senna Bateu forte”, até hoje não saem da mente de quem ama Fórmula 1, o automobilismo, o esporte, quem ama Ayrton Senna do Brasil, jamais esquecerá desse dia.
Logo após a batida, ainda deitado sobre a cama, naquela tensão de saber o que realmente havia acontecido, e muito pequeno, sete anos, sem saber direito o que queriam dizer todas aquelas imagens, especulações, e concretizações do destino.
Até que às 13:40, Léo Baptista, apresentador do esporte da Globo na época, entra no ar com o temido “Plantão da Globo” e chama o competente Roberto Cabrini, que dispara: “Neste momento, a médica Maria Teresa Fiandri, comunica a todos os jornalistas aqui no hospital Maggiore de Bolonha, que Ayrton Senna da Silva está morto...”. Engasgado com a notícia Cabrini ainda frisou: “Morreu Ayrton Senna da Silva, foi o comunicado do hospital Maggiore de Bolonha, morreu Ayrton Senna da Silva, uma notícia que nunca gostaríamos de dar!”.
Durante o comunicado, já aos prantos, acordei minha irmã com a notícia e ela gritou muito nervosa: “O quê? Morreu o Ayrton Senna? Como assim mano?
Dai em diante, todos nós da casa, meu avô, minha mãe e minha avó, muito aflitos, acompanhamos tudo aquilo, com muitas lágrimas nos olhos e perguntando para Deus o por quê, de tudo aquilo...
Mas claro, que valem as lembranças, vitórias, ousadias, abusado no bom sentido, aliás, o melhor dos sentidos, afinal, se trata de Ayrton, o maior esportista do automobilismo mundial, um dos maiores da história! Viva Senna, que no céu estejas voando baixo pelas curvas impostas por Deus em sua divindade!

Maurício da Fontoura

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