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sábado, 27 de abril de 2019

Diretor diz que "Ancine não parou"

Christian de Castro
Na mais aguardada mesa do Rio2C, nesta sexta-feira (26), o diretor-presidente da Ancine, Christian de Castro, apresentou suas defesas e justificativas para o despacho que suspendeu o repasse de verbas para filmes e séries na semana passada. Mas não respondeu a dúvidas que ainda pairam sobre a paralisação que deixou o setor em pânico e interrompeu até a produção de longas em andamento.
Para Christian de Castro , a Ancine não parou nem acabou, apenas está num “momento de transição”. No entanto, profissionais e servidores ouvidos pela reportagem seguem incertos se receberão verbas para finalizarem seus filmes.
O despacho publicado por Castro na semana passada “recomenda” às áreas responsáveis pelo fomento do audiovisual que suspendam suas atividades para garantir a “segurança jurídica” dos servidores, que temem seguir trabalhando num momento em que o TCU, no centro do impasse, mira irregularidades dentro da Ancine.
A expectativa de Castro é que o tribunal analise “em breve” o chamado embargo de declaração enviado semana passada aos auditores. Este embargo contesta o acórdão do TCU, que determina que a Ancine interrompa suas atividades até que disponha de funcionários o suficiente para analisar contratos e apresente um novo modelo de prestação de contas. O atual modelo é visto como inconstitucional pelo tribunal.
Castro, no entanto, não afirmou a data exata em que o embargo será analisado. A expectativa é que a paralisação nas atividades da Ancine volte ao normal logo após o parecer dos auditores.
Na defesa do despacho, publicado semana passada à véspera do feriado, o diretor-presidente argumentou que tentou apenas se antecipar e defender os seus servidores. “Eles estão aprovando projetos e trabalhando com seus CPFs. Se eles fizerem alguma irregularidade do ponto de vista do TCU, é a segurança jurídica deles que está em jogo. Por isso o despacho foi necessário”, defendeu.
Durante a palestra, o diretor-presidente falou sobre as dificuldades estruturais enfrentadas na agência e reiterou que já sabia há tempos que a quantidade de servidores da Ancine não era suficiente para analisar a montanha de projetos acumulados na agência — esse foi um dos pontos condenados pelo TCU. Atualmente, cerca de 3.000 projetos estão à espera de avalição, sendo que, até 2018, havia apenas 21 funcionários na Coordenação de Prestação de Contas.
Antes mesmo da decisão do TCU Castro afirma que a Ancine já vinha tentando contratar mais servidores para a tarefa. Ele também apresentou, ano passado, um Plano de Ação que atende às demandas do TCU, incluindo um novo modelo de prestação de contas. O teor desse plano segue em sigilo. Enquanto isso, diversos cineastas e produtores não sabem se vão conseguir terminar — ou sequer iniciar — a produção de seus filmes.

Informações Ig

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