Miguel Falabella não quer renovar com a Globo - Lully FM - La Profundidad 88.1

domingo, 1 de setembro de 2019

Miguel Falabella não quer renovar com a Globo

Miguel Falabella
Prestes a estrear a série “Eu, Minha Vó e a Boi”, Miguel Falabella
não tem intenção de renovar seu contrato de exclusividade com a Globo, daqui a um ano e meio. Segundo o ator, roteirista e diretor, a decisão se deu pela restrição do vínculo, que o impede de negociar com outros canais.
“Acho que não quero renovar porque eu fico muito preso e quero liberdade. Se eles dizem não a um projeto meu, não tenho outra porta para bater”, disse ele ao portal Uol, no Festival de Gramado, onde lançou seu longa “Veneza”.
O seriado estreia em novembro no Globoplay e tem previsão de exibição na TV aberta em seguida. “Ainda não sei o que vai acontecer com a série, se vai haver uma segunda temporada, porque o diretor da Globoplay foi para a Amazon... Ele adorava o projeto. E não posso levar projetos para outros lugares por causa do meu contrato com a Globo. Mas ele acaba daqui a um ano e meio”, explicou.
Com 12 episódios, “Eu, Minha Vó e a Boi” traz Arlete Salles e Vera Holtz nos papéis principais, duas avós vizinhas e rivais. A trama é inspirada em uma história que viralizou no Twitter, escrita por Eduardo Almeida em 2017 na rede social. A autora Gloria Perez foi quem apresentou o tema a Falabella.
“Uma chega a por uma câmera para vigiar quem está roubando a sua roupa no varal. Sai de casa com uma espingarda e atira na direção da casa da outra. Todos os moradores se comportam assim. Há meninas de 16 anos que se expõe na internet e se prostituem, velhas que pagam programas com garotos. Um mundo louco”, conta ele, que enxergou ali uma possibilidade de dialogar com a realidade atual. “Queria falar desse momento que estamos vivendo, dessa violência, desse pensamento de extrema direita brutal”.



Segundo o ator e autor, “Veneza” mudou o olhar da Globo sobre seus projetos. “A verdade é que agora eles estão me olhando melhor, porque gostaram de ‘Veneza’. Antes de o filme ficar pronto, não me davam a menor confiança. Várias vezes liguei pedindo ajuda, inclusive no momento em que a Ancine (Agência Nacional do Cinema) não liberou uma parte do orçamento. Mas eles nem se mexeram. Tive que colocar do meu bolso, e depois pegar o dinheiro com a agência”, contou.

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