Coudet fecha 100 dias de Inter com números melhores que os de Jesus em arrancada pelo Flamengo
  • Coudet fecha 100 dias de Inter com números melhores que os de Jesus em arrancada pelo Flamengo

    Coudet
    Sorridente, Eduardo Coudet ouve as boas-vindas de Marcelo Medeiros, recebe o cachecol vermelho e branco das mãos do presidente e o veste pela primeira vez. Era a manhã de 19 de dezembro de 2019. E lá se vão 100 dias desde que o argentino assumiu oficialmente o Inter.
    O treinador completa seu 100º dia no comando do clube no sábado. A marca é alcançada em um dos momentos mais atípicos da história do futebol: justamente quando não há jogos. Mas vem acompanhada de um número emblemático: o aproveitamento de Coudet supera o de Jorge Jesus em seus primeiros 15 jogos no comando do Flamengo.
    O argentino comandou o Inter em nove vitórias, cinco empates e uma derrota, com um total de 71,1% de aproveitamento. No Rubro-Negro, Jesus somou 68,8% dos pontos nos 15 jogos iniciais - foram nove vitórias, quatro empates e duas derrotas.
    Vale a ressalva: Coudet fez nove das 15 partidas pelo Gauchão. As outras seis pela Libertadores: quatro na fase pré e outras duas na fase de grupos. Já Jesus assumiu o Fla em 2019 em meio ao Brasileirão, com decisões na Copa do Brasil e na Libertadores, a qual conquistou no fim da temporada.


    A comparação com as demais equipes da Série A em 2020, mais o Cruzeiro, também respalda o trabalho do argentino. O Inter divide com o Fluminense a terceira melhor campanha da temporada.
    Está atrás do Atlético-GO, segundo colocado com 76,9% de aproveitamento em 13 jogos, e do Flamengo, líder absoluto: são 85,4% de aproveitamento em 16 jogos.
    No comando do Inter, Coudet nada contra a maré negativa que arrasta e até abrevia os trabalhos iniciados por estrangeiros no Brasil em 2020. O argentino tem respaldo total em todas as instâncias do clube. Em conversas informais e entrevistas, dirigentes e jogadores elogiam com frequência método e exigência dos trabalhos, além da rápida assimilação das ideias de jogo.
    Bem diferente do que ocorre com demais técnicos gringos no país - à exceção de Jesus. O venezuelano Rafael Dudamel foi demitido do Atlético-MG com apenas 10 jogos e deu lugar a Jorge Sampaoli.
    O Avaí demitiu o português Augusto Inácio após sete jogos. No Santos, Jesualdo Ferreira respirou após arrancar bem na Libertadores. Antes disso, via correntes dentro do clube clamarem por sua demissão.

    Técnicos estrangeiros no Brasil em 2020:
    • Jorge Jesus (Flamengo): 12 jogos - 11 vitórias e 1 empate (94,4% de aproveitamento)
    • Eduardo Coudet (Inter): 15 jogos - 9 vitórias, 5 empates e 1 derrota (71,1% de aprov.)
    • Jesualdo Ferreira (Santos): 12 jogos - 6 vitórias, 3 empates, 3 derrotas (58,3% de aprov.)
    • Rafael Dudamel (ex-Atlético-MG): 10 jogos - 4 vitórias, 4 empates, 3 derrotas (53,3% de aprov.)
    • Augusto Inácio (ex-Avaí): 7 jogos - 2 vitórias, 1 empate, 4 derrotas (33% de aprov.)
    • * Sampaoli comandou o Atlético-MG em apenas um jogo, com vitória
    Coudet "celebra o 100º dia e os números positivos no Inter em meio à suspensão do calendário por conta da pandemia do coronavírus. A paralisação tão necessária teve como efeito colateral a interrupção do trabalho do treinador em um momento de afirmação, com apenas 15 jogos na temporada.
    - Para nós, os prejuízos são enormes. É consenso o viés de alta que o Inter vinha tendo. Algo que foge do controle. Isso nem se discute. A medida tem que ser preventiva na questão da saúde. O financeiro nem se fala, é global, mundial. A gente vai saber o tamanho do estrago só ali na frente - afirma o executivo Rodrigo Caetano.
    Antes da parada, Coudet viveu decisões quase desde o primeiro compromisso pelo Inter. O técnico assumiu com a proposta de fazer uma ruptura de conceitos na equipe, para torná-la mais agressiva e "protagonista" nas partidas. De fato, o Colorado teve mais posse de bola em todos os jogos do ano. Mas o início foi irregular.

    Melhores aproveitamentos das equipes da Série A:
    • Flamengo - 85,4% de aproveitamento em 16 jogos
    • Atlético-GO - 76,9% de aproveitamento em 13 jogos
    • Inter e Fluminense - 71,1% de aproveitamento em 15 jogos
    • Palmeiras - 69,4% de aproveitamento em 12 jogos
    Com obrigação de superar dois duelos de mata-mata para avançar à fase de grupos da Libertadores, o treinador armou sua equipe com uma formação mais conservadora do que o esperado. Eram quatro volantes de origem no meio-campo - Musto, Edenílson, Rodrigo Lindoso e Patrick - e mais D'Alessandro na parceria de Guerrero no ataque.
    O Inter sempre teve intensidade e agressividade na pressão à defesa adversária. Mas foi pragmático ofensivamente nos primeiros compromissos. Fez o suficiente para bater Universidad de Chile e Tolima na Libertadores. Mas amargou a derrota para o Grêmio na semifinal do primeiro turno do Gauchão - a única sob o comando de Coudet.
    Bastou chegar à fase de grupos da Libertadores para o técnico prometer: sua equipe jogaria mais solta a partir de então. E isso de fato ocorreu. O treinador encontrou a melhor escalação para que suas ideias funcionassem.
    Edenílson passou a atuar centralizado. Marcos Guilherme entrou na vaga de Rodrigo Lindoso. E Thiago Galhardo assumiu o lugar de D'Alessandro. O Inter fez sua melhor partida no ano e atropelou a Universidad Católica por 3 a 0. A última partida com o time titular foi o 0 a 0 no Gre-Nal da Arena, também pela Libertadores.

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    Fonte Globo Esporte

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