Bill Gates cita 4 inovações para combate à COVID-19 e reabertura da economia
  • Bill Gates cita 4 inovações para combate à COVID-19 e reabertura da economia

    Bill Gates
    O mundo inteiro está em busca de soluções para o combate ao novo coronavírus, entre medicamentos, tratamentos e vacinas para a prevenção do contágio. Entre as pessoas que estão buscando mudar esse cenário está Bill Gates, fundador da Microsoft.
    O bilionário já anunciou o investimento em pesquisas sobre o novo coronavírus, visando buscar novas formas de diagnóstico, prevenção e tratamento, financiando empresas e laboratórios. Agora, em publicação oficial feita em seu site Gates Notes e em artigo enviado ao The Washington Post, Gates citou quais são as inovações que precisarão ser levadas em conta da forma mais rápida possível para reabrir a economia prejudicada pela pandemia.
    "Os danos para a saúde, a riqueza e o bem estar já são enormes", diz Gates. É como uma guerra mundial, mas que todos estão do mesmo lado. Todo mundo pode trabalhar junto para aprender mais sobre a doença e desenvolver ferramentas para lutar. Eu vejo inovações globais como a chave para limitar o dano. Isso inclui inovação em testes, tratamentos, vacinas e políticas que limitam a propagação enquanto minimizam os danos para a economia e bem-estar", aponta.

    Pensamentos de Bill Gates

    Antes de começar a citar quais são as inovações necessárias para os próximos meses (ou anos) de pandemia, Gates conta como foi exponencial o crescimento e declínio da situação. "Se o comportamento das pessoas não tivesse mudado, então a maioria da população estaria infectada", pontua o executivo, que também esclarece os fatos para quem acredita que o isolamento social é um exagero.
    Gates diz que a resposta é sim, é exagero, mas que essa mudança permitiu que pudéssemos evitar milhões de mortes e a superlotação de hospitais, o que teria aumentado ainda mais os casos fatais da doença. O bilionário aponta ainda que o custo econômico para reduzir a taxa de contaminação não tem precedentes, e que a queda na oferta de emprego é a mais rápida de qualquer crise que já experienciamos.
    "Setores inteiros da economia estão fechados. É importante perceber que este não é apenas o resultado de políticas governamentais que restringem essas atividades. Quando as pessoas escutam que uma doença infecciosa está se espalhando de forma abrangente, eles mudam seu comportamento", diz Bill Gates, afirmando que alguns países já estão começando a ver resultados positivos com o isolamento social, e que isso permite que eles possam desenvolver medidas para voltar lentamente às atividades sem colocar as pessoas em risco.
    O executivo conta ainda que existem diferenças entre os países, contando que aqueles menos desenvolvidos economicamente apresentam mais dificuldades na mudança de comportamento que reduz os níveis de reprodução do vírus.
    O bilionário cita em seu texto que algumas questões precisam ser melhor pesquisadas, como se a COVID-19 é uma doença que depende do clima para sobreviver ou não, quantas pessoas assintomáticas são capazes de infectar as outras, o quanto pessoas curadas ainda podem ter resíduos do vírus em seus organismos e o quão infecciosas elas se tornam, e o motivo de pessoas mais jovens terem menos risco de ficar gravemente doentes após a contaminação, por exemplo.

    Mais testes

    A primeira inovação citada por Bill gates é em relação aos testes para detectar a COVID-19. "Nós não podemos combater o inimigo se não sabemos onde ele está", diz. "Para rebrir a economia, precisamos testar uma quantidade suficiente de pessoas para rapidamente detectar pontos emergentes e intervir o quanto antes. Não queremos esperar até que os hospitais comecem a encher e mais pessoas morram", completa.
    Gates diz que, atualmente, os testes são feitos com uma técnica chamada zaragatoa nasofaríngea que exige a troca constante de equipamentos de proteção ao início de cada teste realizado. A fundação Bill e Melinda Gates, criada pelo executivo e sua esposa, investiu no desenvolvimento de testes que podem ser feitos de forma rápida e segura pelo próprio paciente dentro de casa, facilitando então o acesso e execução.
    Outro tipo de teste também está em desenvolvimento, segundo Gates, dizendo que ele pode funcionar de forma parecida com testes de gravidez. Esse teste, que tem previsão de ficar pronto para o mercado em poucos meses, o paciente passa uma espécie de cotonete no nariz, coloca o conteúdo em um líquido que, então, é derramado em um pedaço de papel que muda de cor caso o vírus esteja presente. Para Gates, as pessoas que precisam ser testadas, como as sintomáticas, que tiveram contato com quem contraiu a doença, e os trabalhadores essenciais, não estão sendo testadas pela falta de acesso aos exames rápidos.

    Rastreamento de contatos

    A segunda inovação citada por Gates é o rastreamento de contatos, um método que está longe de ser perfeito mas que funcionou muito bem em Singapura. Com ele, quando alguém testa positivo, uma equipe dedicada de oficiais da saúde pública precisa saber com quem a pessoa infectada teve contato, sendo necessário que esses possíveis novos casos sejam avisados e entrem em isolamento o quanto antes.
    O contato é feito com uma simples entrevista com o novo paciente infectado, e então são feitos os contatos e acompanhamento. Para Gates, uma melhor solução seria o uso de ferramentas digitais. "Por exemplo, existem aplicativos que vão te ajudar a se lembrar onde você esteve e se você já testou positivo alguma vez, permitindo que você analise seu histórico ou compartilhe com quem possa te entrevistar sobre seus contatos", diz o executivo.
    "Algumas pessoas estão propondo permitir que celulares detectem outros celulares próximos com o uso do Bluetooth, emitindo sons que humanos não podem ouvir. Se alguém testar positivo, seu aparelho vai enviar uma mensagem para os outros para que eles sejam testados. Se a maioria das pessoas escolher instalar este tipo de aplicativo, provavelmente vai ajudar mais gente", completa.

    Anticorpos e medicamentos

    Gates ainda cita em seu texto que vem investindo em laboratórios que estão fazendo testes com medicamentos, como a hidroxicloroquina, que vem recebendo bastante atenção e que também vem sendo testada pela fundação de Bill Gates. "Nossa fundação está fundando um ensaio clínico que deve indicar se (a hidroxicloroquina) funciona para a COVID-19 até o fim de maio, e parece que os benefícios serão modestos da melhor forma possível", conta.
    O fundador da Microsoft também cita o uso de anticorpos de pessoas recuperadas da COVID-19, envolvendo a transferência do plasma do sangue de um curado para doentes, contando que grandes companhias vêm trabalhando juntas nesse processo em busca de resultados bem sucedidos. Outro estudo envolve identificar quais anticorpos são mais efetivos contra o novo coronavírus e, então, produzi-lo em laboratório. Em 2021, as fábricas poderão fazer desde 100 mil desses tratamentos, até muitos milhões deles.

    Vacina

    Por fim, Gates acredita que a vacina é uma nova área de inovação que precisa receber investimento. "Cada mês adicional que leva para produzir uma vacina é um mês a mais em que a economia não pode voltar ao normal completamente", diz. O executivo conta estar mais empolgado com a vacina de RNA que, ao contrário da vacina contra a gripe que contém fragmentos do vírus influenza para que o sistema imunológico aprenda a atacá-lo, fornece ao corpo o código genético necessário para a replicação de vírus inócuos que "enganam" o organismo e estimulam produção dos anticorpos certos para a COVID-19.
    "Quando o sistema imunológico visualiza esses fragmentos, ele aprende a atacá-los. Uma vacina de RNA essencialmente transforma seu corpo em sua própria unidade de fabricação de vacina", conta o bilionário. Antes mesmo de uma vacina ficar pronta, Gates diz que o governo precisa aprender a fazer a distribuição entre a população, e que deve haver um acordo global sobre quem deve receber a vacina primeiro. "Mas levando em conta o conflito de interesses existentes, é improvável que isso aconteça", lamenta.

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    Fonte Canaltech

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