Sem vaga nos hospitais, Rio já transfere pacientes para outras cidades
  • Sem vaga nos hospitais, Rio já transfere pacientes para outras cidades

    Hospitais do Rio já não tem mais leitos
    Hospitais da rede pública do Rio já operam no limite da capacidade. Por isso, enquanto mais leitos com respiradores não ficam prontos na capital fluminense, dezenas de pacientes passaram a ser transferidos para uma unidade de saúde de referência em Volta Redonda, no Sul do estado.
    Como mostrou o RJ2, o número de transferências para o Hospital Zilda Arns – uma das unidades de referência para o tratamento de Covid-19 – chega a 30 por dia. A maioria dos pacientes sai da capital do estado e percorre 120 quilômetros em ambulância.
    "A gente já acende uma sinal vermelho essa semana, aqui, na capital do Rio de Janeiro. Os leitos que nós temos estão altamente tensionados em relação a internação", afirmou o secretário estadual de Saúde, Edmar Santos.
    No Rio, a reserva de leitos nos hospitais está no limite e a curva da Covid-19 continua a subir.
    "Da semana retrasada pra semana passada, evidenciamos um aumento da casa de 130% no número de pacientes que foram confirmados por terem morrido por conta do Covid", detalhou o secretário.
    De acordo com Santos, há um grupo de pacientes que tem chegado "muito grave" em emergências e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
    "A gente não sabe se pela velocidade da doença, porque há a possibilidade de alguns casos que se agravam muito rapidamente, ou porque se as pessoas estão demorando um pouco até chegar, por falta de uma atenção primária mais detalhada, ou por falta de segurança de ir aos hospitais", afirmou.
    Na tarde desta terça-feira, 90% dos leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19 da rede pública na capital estavam ocupados.
     
    Leitos disponíveis :
    • Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari – 1 leito disponível
    • Hospital Anchieta, em Vila Isabel – 1 leito
    • Hospital Pedro Ernesto, em Vila Isabel – 3 leitos
    • Hospital Clementino Fragra Filho, na Ilha do Governador – 2 leitos
    • Hospital Gaffré Guinle, na Tijuca – 9 leitos

    Incerteza sobre respiradores

    A situação se agrava nos hospitais e, além disso, não há garantia de que todos os respiradores comprados pelo estado cheguem nos prazos previstos.
    "O que tá previsto é que todos possam ter respiradores, mas, agora, obviamente, que também sempre estaremos nessa dúvida de quantos respiradores efetivamente estarão disponibilizados", afirmou o secretário.
    Atualmente, segundo a Secretaria estadual de Saúde, dos 900 respiradores comprados, 450 foram entregues e estão prontos para serem usados.
    A previsão é que a distribuição dos equipamentos seja a seguinte:
    • 200 no hospital de campanha no Maracanã;
    • 100 no hospital de campanha do Leblon – que foram adquiridos por um grupo de empresas
    • 150 divididos pelas demais unidades de saúde de campanha que serão inauguradas em Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e São Gonçalo, na Região Metropolitana.
    De acordo com a secretaria, o atraso já esperado na entrega dos aparelhos não impedirá a abertura de boa parte dos hospitais de campanha, a partir da primeira semana de maio. Eles funcionariam sem leitos de UTI e sem respiradores para casos mais graves.
    O hospital de campanha que será aberto no Leblon está sendo feito por um grupo de empresas: Rede D'Or, Bradesco Seguro, Lojas Americanas, Instituto Brasileiro de Petróleo e Banco Safra.

    Baixe nosso App na Play Store, siga-nos em nossas redes sociais, Facebook, Instagram e Twitter. Venha fazer parte da família Lully FM!

    Fonte G1

    Nenhum comentário

    Curta nossa página no Facebook, Instagram e Twitter venha fazer parte da família Lully FM!

    Seguir por E-mail