Showrunner de 'Grey's Anatomy' encarou 26 horas de parto por medo de anestesia
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    Krista Vernoff
    Krista Vernoff assumiu a posição de showrunner e principal roteirista de "Grey's Anatomy" em 2007 até deixar o posto em 2011. Em 2014, ela estava de volta, e hoje segue no comando de um dos maiores fenômenos mundiais da televisão. Durante seus muitos anos na série, a autora, que substituiu a poderosa Shonda Rhimes numa das séries mais bem-sucedidas da TV americana, já leu todo o tipo de artigo médico e já entrou em contato com os mais sérios casos, o que a fez, nas palavras dela, "desenvolver um medo real a qualquer tipo de doença".
    "Eu brinco constantemente, mas não é uma piada, é verdade: eu me tornei realmente uma hipocondríaca nas duas primeiras temporadas de 'Grey's Anatomy.' Você tem que ler sobre tudo o que já deu de errado com alguém na medicina".
    Essa espécie de "especialização" em medicina ajudou não só em seu trabalho, mas também influenciou em sua vida pessoa.
    "Tive um parto natural de 26 horas porque fiquei com medo da anestesia peridural. Li muitas histórias de anestesias que deram errado. Eu tinha pavor de hospitais".
    Braço direito de Shonda, Krista conversou com o UOL durante evento da Television Critics Association (TCA), que ocorreu no início do ano em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. Atualmente, ela também atua como showrunner de "Station 19", spin-off de "Grey's Anatomy" que se passa em posto do corpo de bombeiros.
    "Agora eu tenho que ler todas as histórias de todos os lugares que já pegaram fogo, e sobre como eles pegaram fogo..."
    A situação chegou a tal ponto, que ela configurou seu telefone para receber automaticamente atualizações sobre todos os desastres que ocorrem ao redor do mundo. Ontem, a 16ª temporada de "Grey's Anatomy" se encerrou nos Estados Unidos (no Brasil ela é exibida pelo Sony Channel com semanas de atraso) após ser encurtada em quatro capítulos por conta da pandemia de coronavírus.
    Quando sentou com a reportagem, a realidade da pandemia ainda era distante, mas a autora relatou que busca histórias dramáticas da vida real para inspirar o seriado.
    "Quando uma notícia me faz chorar, eu penso: Esse é o gancho. Esse tipo de verdade que é mais estranha do que a ficção inspira nossas histórias, certamente".

    E as histórias parecem realmente fazer o público chorar também: após quase duas décadas, "Grey's" continua cativando espectadores ao redor do mundo com seus personagens, dramas hospitalares e romances complicados.
    Para a escritora, o surgimento de serviços de streaming como a Netflix, que tem a série no catálogo, impulsionou o seriado, o permitindo atingir novos púbicos, com diferentes idades. Ela também vê que os roteiristas e produtores conseguiram criar uma montanha-russa de emoções, na qual todos querem andar.
    "Os amigos da minha filha são obcecados por 'Grey's Anatomy' e minha filha tem quase 13 anos. Eu acabei de permitir que ela assista à série [risos]. Mas isso é o streaming, a Netflix. Estão descobrindo como se fosse uma série nova. Acho que contamos histórias muito boas. Enquanto outras séries médicas são mais procedimentais, focando na medicina e meio que recomeçando toda semana, 'Grey's' foca nos personagens desde o começo. As pessoas se apaixonam por eles como se fossem amigos, e não conseguem ir embora antes de a história acabar".
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    Fonte Uol

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