'O Carnaval 2021 não será realizado sem vacina contra o coronavírus'
  • 'O Carnaval 2021 não será realizado sem vacina contra o coronavírus'

    Sapucaí
    Temos acompanhado os rumores da realização do Carnaval 2021, que para deixar claro, se tudo estivesse normal, já estaríamos em plena atividade. Um dos jornalistas mais atuantes da área, Sidney Rezende, dono do Portal SRZD, falou algo que nós cronistas do samba devemos apoiar em todas as esferas; "O Carnaval 2021 não será realizado sem vacina contra o coronavírus", o apoio do Grupo Lully FM de comunicações é total e incondicional neste momento!

    Veja a matéria completa dada no portal do ex-jornalista da Globo News:

    A compreensível dificuldade das autoridades e dirigentes das escolas de samba do Rio e de São Paulo anunciarem oficialmente que o Carnaval 2021 não será realizado no primeiro trimestre do ano impede resolver o problema com antecedência. Mesmo com a existência de uma vacina contra o coronavírus, a realização da maior festa popular brasileira é praticamente impossível. Ouvimos em confiança pelo menos seis fontes graduadas que não esconderam a preocupação.

    Obstáculo 1 – Instabilidade Política

    O governador do Rio, Wilson Witzel, aliado do Carnaval carioca, está sob fogo cerrado de um processo de impeachment que, dificilmente, ele conseguirá escapar de perder o mandato. Sua mulher, a advogada Helena Witzel, é uma ardorosa amante da festa e, dentro de casa, era a certeza que o marido não a desapontaria e que faria das tripas coração para ajudar na busca de patrocínios. Ambos, agora, estão arrolados também em séria investigação na Polícia Federal.

    Na capital, se o evangélico Marcelo Crivella vencer, não será o melhor parceiro, até por conta do comprometimento dele na tentativa de amenizar os danos mortais da Covid-19. Se qualquer outro vencer, inclusive o preferido de 20 entre 20 escolas de samba, Eduardo Paes, ele não teria tempo hábil para liberar os recursos necessários para ajudar na montagem do espetáculo.
    Em São Paulo, o prefeito Bruno Covas já disse em conversas reservadas com dirigentes que, se não houver o anúncio de uma vacina viável contra a doença até setembro, simplesmente ele não liberará a realização do Carnaval.

    Obstáculo 2 – Recursos da Rede Globo

    Uma fonte seis estrelas do Grupo Globo afirmou que a crise sanitária e publicitária são impedimentos reais para sair o apoio ao Carnaval no primeiro semestre. Lembre-se que a parcela de patrocínio da emissora, paga sempre religiosamente em dia, é uma tábua de salvação para as escolas.
    “Ora, se estamos com cuidado redobrado quanto ao nosso próprio pessoal, inclusive seguindo o protocolo no que trata de gravações de novelas e shows – justamente para evitar aglomerações – não teremos tempo para vender as cotas do Carnaval. A crise é grave. Sem chances!”.

    Obstáculo 3 – Risco de Saúde para os componentes

    Em entrevista a Cleo Guimarães do site “Veja Rio”, o carnavalesco da Mangueira, Leandro Vieira, foi direto ao ponto: “Eu defendo a ideia de que só poderemos fazer quando houver segurança total, mesmo que a gente chegue ao extremo de ir direto para 2022”. “Não consigo pensar em uma coisa que não sei nem quando nem como será”. completou o artista.
    Durante o isolamento social imposto pela pandemia, Leandro está se dedicando a escrever um livro falando sobre a abordagem crítica cada vez mais presente nas escolas de samba.
    Leandro Vieira não é o único que comunga da mesma posição. O medo de contrair a doença não irá se dissipar em velozes seis meses.
    É impossível acreditar que milhares de desfilantes sejam vacinados a tempo. Até porque o Governo Federal teria dificuldades de realizar vacinação em massa, lembrando que nem a distribuição de ajuda emergencial para parte da população ele ainda não conseguiu.

    Obstáculo 4 – Liberação de Saúde

    As autoridades que cuidam da saúde no Brasil não devem correr o alto risco de liberar uma festa que reúne artistas na pista e plateias lotadas sem que a segurança seja total. “Temos responsabilidade. Fora de cogitação”, comentou um secretário de Saúde.

    Obstáculo 5 – Operação Conjunta com estados

    O Carnaval não se restringe somente à exibição das escolas nos Sambódromos do Rio e São Paulo, e o de rua. No início do mês o governador da Bahia, Rui Costa do PT, reforçou que, se não houver uma vacina para a Covid-19, não haverá Carnaval em 2021 no Estado. Costa afirmou que o poder público não pode autorizar grandes eventos se há risco de aumentar ainda mais a contaminação pelo novo coronavírus. Segundo ele, seria “desumano e cruel admitir 5 mil, 10 mil mortes” para fazer a festa.

    Obstáculo 6 – As Escolas de Samba

    As escolas de samba nada decidirão sem autorização dos poderes constituídos, isto é certo. Há semanas, Gabriel David, da Beija-Flor, foi perguntado se teria ocorrido uma reunião de presidentes pelo adiamento:  “Não é verdade. As escolas estão mais preocupadas em ajudar suas comunidades, a cidade, o estado, o país”, disse Gabriel David em vídeo. “Pensar em Carnaval vem em segundo plano”, completou o dirigente.
    O fato é que, naquele momento, muitos pensavam estar diante de uma “gripezinha” e o que se vê agora, com mais de 43 mil mortos no Brasil, e quando ainda não se sabe quando será o pico da doença, surge a necessidade de um alinhamento de informação.

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    Fonte SRZD

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