Rio realiza apenas 30 mil testes de Covid-19
  • Rio realiza apenas 30 mil testes de Covid-19

    Foto: Marcos Serra Lima/G1 Rio
    Médicos e pesquisadores acreditam que a testagem em massa da população é a melhor maneira de analisar a real situação da Covid-19 em determinado local. No entanto, o Rio, com uma população de 6,7 milhões de pessoas, só realizou cerca de 30 mil testes.
    O número é considerado pequeno por especialistas que estudam a proliferação da doença. Como mostrou o RJ2 deste sábado (13), com a tímida quantidade de testes é difícil encontrar exames nas unidades de saúde do município.
    "Sei que o estado está montando um protocolo para a realização de testes que incluirá o Município do Rio, mas não conheço o plano da prefeitura que faça essa testagem para acompanhar de perto os pacientes durante essa abertura", comentou Roberto Medronho, professor de epidemiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
    Testes no Hemorio

    Se faltam testes feitos pelos órgãos de saúde do município, outras instituições estão realizando suas avaliações independentes. É o caso do Hemorio, que detectou 28% das pessoas que doaram sangue durante a pandemia da Covid-19 tiveram contato com o novo coronavírus.
    O resultado vale para pessoas que tiveram sintomas da doença e também para os assintomáticos. Ao todo, foram analisadas 7.286 doações de sangue, entre abril e junho. Ao longo desse período, o número de infectados cresceu rapidamente.
    O instituto detectou que 28% das pessoas que doaram sangue durante a pandemia da Covid-19 tiveram contato com o novo coronavírus. O resultado vale para pessoas que tiveram sintomas da doença e também para os assintomáticos.
    Ao todo, foram analisadas 7.286 doações de sangue, entre abril e junho. Ao longo desse período, o número de infectados cresceu rapidamente.
    "Nos surpreendemos bastante. Não esperávamos que fossemos encontrar essa prevalência, com igm ou igg que aparecem nas pessoas que tiveram covid e ficaram curadas", relatou o diretor do Hemorio Luiz Amorim.
    A análise dos dados está sendo feita em parceria com as universidades públicas do RJ, a Fiocruz e a Secretaria de Estado de Saúde. Nas próximas semanas, outros doadores serão testados.
    Apesar de ser um teste pequeno em comparação com toda a população carioca, os pesquisadores acreditam que esse é um retrato importante do que pode estar acontecendo com os moradores do Rio de Janeiro.

    Desaceleração da curva

    Segundo médicos e pesquisadores, apesar da falta de testes para a população, é possível observar que a curva de contágio na cidade está desacelerando.
    Na última semana, o movimento de pacientes com sintomas de problemas respiratórios caiu em unidade de saúde nas zonas Norte e Sul.

    Pico da doença passou

    Segundo a Fiocruz, a cidade já passou pelo pico da doença, mas especialistas alertam para que as pessoas mantenham os cuidados de higiene e de distanciamento social.
    "A gente teve um pico da doença no mês de maio. A Covid teve o pior cenário que podia se desenhar e não se conseguiu achatar a curva de transmissão. Agora a gente percebe tanto uma queda de casos novos, mas também a gente consegue perceber uma queda nas solicitações de internação hospital", comentou o médico Daniel Soranz, epidemiologista da Fiocruz.
    Segundo Daniel, atualmente não tem mais pedidos de internação na Central de Regulação.
    "Existe uma redução expressiva nessa fila de espera. Isso por si só é uma boa noticia, mas merece muita cautela. Não é porque esses números indicam um decréscimo na curva que não teremos mais casos de Covid e as pessoas não tenham que continuar se preocupando com as questões de higiene", alertou.
    O que diz a secretaria

    A Secretaria Municipal de Saúde informou que já fez 30.050 exames de SWAB, "teste mais eficaz para saber se o paciente está com o coronavírus". Segundo a pasta da saúde, a prioridade é testar os casos mais graves da doença.
    A prefeitura informou também que segue o protocolo do Ministério da Saúde. E que, em parceria com o Ibope, testeou outras 3,2 mil pessoas de comunidades e de bairros da Zona Oeste.

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    Fonte G1

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