Paraná negocia com a Rússia para produzir vacina de covid-19
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    Vacina Russa para Covid-19
    O Paraná caminha para assinar um acordo de cooperação técnica com a Rússia para a produção de uma eventual vacina contra a covid-19. Assim como outras imunizações em estudo, os russos alcançaram resultados positivos nas etapas preliminares da pesquisa, que indicam a segurança e a provável reação imune que o antígeno provoca no organismo.
    O embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov, deve ser reunir na primeira semana de agosto com o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD). A expectativa é de que o encontro sele a parceria para a produção da vacina, embora ainda não exista uma previsão para a conclusão dos estudos.
    O protocolo de intenções foi entregue na sexta-feira, 24, data em que Akopov recebeu, em Brasília, o secretário-chefe da Casa Civil do Paraná, Guto Silva. "Foi uma conversa de alto nível e muito positiva. Eles (russos) estão dispostos e precisam de parceiros", disse o secretário ao Estadão.
    No encontro, o Paraná colocou à disposição o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), que já atua em parceria com o Ministério da Saúde. Segundo Guto Silva, caso a vacina russa contra a covid-19 seja aprovada pelos órgãos reguladores, o instituto atuaria como um polo de produção e distribuição da imunização para a América Latina.
    Apesar da expectativa global por uma vacina capaz de oferecer proteção contra o novo coronavírus, especialistas ponderam que não é possível estabelecer um prazo realista para isso. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que os testes ao redor do mundo foram acelerados devido à urgência do tema, mas considera improvável que a população seja amplamente vacinada no primeiro semestre de 2021.
    Para o infectologista Renato Kfouri, atualmente existem mais perguntas do que respostas. Ele defende que seja respeitado o tempo que a ciência precisa para comprovar a eficácia e a eficiência das vacinas em estudo. Segundo ele, em um momento posterior, também será necessário discutir de que forma será feita a distribuição e quais grupos serão priorizados.
    "Em nível científico, precisamos ter cautela. Alguns estudos têm sinalizado para boas respostas, mas qual será a magnitude? Qual será o nível de proteção, a tecnologia necessária e a capacidade de produção? E, eventualmente com a vacina aprovada, quem serão os primeiros a receber as doses?", questionou o médico, que é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Apesar das ponderações, o infectologista diz que a troca de tecnologia e os acordos de cooperação técnica são positivos.
    Para o chefe da Casa Civil do Paraná, a parceria com a Rússia também possibilitará ganhar tempo. "Independentemente de qual vacina seja a primeira a ser aprovada, vai ser uma corrida muito forte", concluiu Guto Silva.

    Previsão orçamentária

    Enquanto as vacinas contra a covid-19 continuam em estudo pelo mundo, o Paraná se prepara financeiramente para arcar com os custos de produção e distribuição. Na última semana, o Executivo enviou à Assembleia Legislativa uma proposta de emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021.
    O governo estadual pretende destinar R$ 100 milhões extras para a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a fim de aumentar a capacidade financeira da pasta para a compra da eventual imunização. Na justificativa enviada ao Poder Legislativo, o governador do Paraná, Ratinho Junior, defendeu que a reserva financeira deve atender "em especial a população de maior risco, que são as pessoas acima de 60 anos".
    O projeto de emenda à LDO será analisado com urgência pela Assembleia Legislativa, segundo o presidente da Casa, deputado Ademar Traiano (PSDB). O texto depende da aprovação da Comissão de Orçamento para que possa ser pautado para discussão e votação dos deputados.

    Hackers

    Autoridades de segurança britânicas, americanas e canadenses acusaram um grupo de hackers ligado ao serviço de inteligência russo de tentar roubar informações sobre projetos de vacinas contra a covid-19. O Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC, na sigla em inglês) do Reino Unido afirmou que os alvos eram agências de pesquisa e desenvolvimento científico no Reino Unido, nos Estados Unidos e no Canadá. Os os hackers russos teriam usado malwares e enviaram e-mails fraudulentos para tentar convencer as pessoas a entregar senhas e outras credenciais de segurança. A Rússia alegou não ter conhecimento ou envolvimento em tentativas de hackers de roubar pesquisas de vacinas contra coronavírus.

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    Estadão

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