Mel Lisboa sobre reviver Rita Lee, desta vez no cinema: ‘Eu adoraria, mas não é da minha alçada decidir’
  • Mel Lisboa sobre reviver Rita Lee, desta vez no cinema: ‘Eu adoraria, mas não é da minha alçada decidir’

    Me Lisboa como Rita Lee
    Quando, numa live com o DJ Meme no último dia 11, Roberto de Carvalho contou que o nome de Mel Lisboa está sendo cogitado para viver Rita Lee também no cinema, a atriz comemorou. O livro “Rita Lee — Uma autobiografia”, lançado em 2016 pela Globo Livros, vai virar filme, tão logo a pandemia permita o início da produção.
    — Seria uma honra! Fiquei superfeliz de o Roberto ter me mencionado. Ele e ela sabem que eu adoraria, mas não é da minha alçada decidir isso. Lógico que estou torcendo para que dê certo e que eu possa fazer pelo menos alguma fase da Rita nesse filme — conta a atriz de 38 anos.
    Mel frisa, no entanto, que essas decisões não são tão simples assim...
    — É um monte de gente que opina. Tem os produtores, a distribuidora... há vários interesses envolvidos na feitura de um filme. Mas é evidente que eu fico muito na torcida. Eu tenho um carinho e um prazer enormes de interpretar Rita. Fico na expectativa para que dê tudo certo.
    Por dois anos, de 2014 a 2016, a atriz encarnou a eterna Rainha do Rock brasileiro nos palcos, no musical “Rita Lee mora ao lado”.
    — Interpretá-la foi uma responsabilidade e tanto! Por ser uma personagem real, que está viva e foi lá me assistir. E por ser alguém com a história e a importância que ela tem. Quis captar coisas dela além do óbvio, senão viraria imitação. E, como Rita é muito reclusa, e eu não queria atrapalhá-la ou que ela se sentisse invadida, fiz um trabalho de pesquisa profundo com reportagens escritas e gravadas, vídeos, músicas... Chegou uma hora em que fiquei tão alucinada, encantada e apaixonada por essa mulher, que queria, de fato, ser ela. É frustrante me deparar comigo no meu espelho (risos) — entrega ela, que chegou a tingir os cabelos com o vermelhão característico da diva.
    Mel acredita que suas semelhanças com Rita Lee em relação à personalidade são mais marcantes do que as físicas:
    — Marcio Macena (diretor da peça) me contou que pensou em mim para interpretá-la no teatro porque eu tinha “a energia necessária para fazer Rita Lee”. Ambas somos capricornianas. Eu estudei o mapa astral dela com minha mãe (a astróloga Cláudia Lisboa) para poder entender um pouco sua personalidade. Na minha percepção, Rita é uma artista que se cobra bastante, como eu. E me identifico muito com sua visão de mundo. Ela talvez seja só um pouco mais debochada do que eu (risos)...
    Depois, na série de TV “Elis: viver é melhor que sonhar”, de 2019, a atriz foi convidada pelo diretor Hugo Prata para reviver a cantora numa situação mais tensa, em que ela, grávida, foi presa, acusada de porte de maconha, em 1976 — fato que Rita nega até hoje. Foi quando ela recebeu a visita de Elis Regina (interpretada por Andréia Horta, na produção).
    — Ali na série era uma outra Rita. Um outro momento da vida dela, um outro veículo e uma outra narrativa. No teatro, havia uma grande homenagem à artista debochada. Tinha os momentos em que você via que ela estava passando por uma dificuldade, mas em seguida vinha uma música para ilustrar aquilo, deixar as coisas mais leves. Na cena da série, pesada, acho que foi a experiência mais difícil da vida dela: ela grávida do Beto Lee e vulnerável, presa, com medo. Eu tive que achar um outro lugar da mesma Rita — lembra Mel.
    Para essa nova interpretação, a atriz fez outro mergulho na obra e na personalidade de Rita. Assim como vai acontecer, ela afirma, caso o convite para o filme se confirme.
    — Com certeza, vou ter que estudá-la de novo. Sempre tem, a gente nunca está pronto. Se um dia o ator achar que está, alguma coisa está errada. Mesmo quando eu fazia a peça há mais de dois anos, eu entrava com medo no palco. Foi assim quando o Prata me chamou para “Elis” também. Estou torcendo para que dê certo, agora, o papel no filme. A ansiedade e o tremor não serão diferentes.
    Mel conta que foram poucas as vezes em que se encontrou pessoalmente com Rita Lee. Mas que elas nutrem uma relação de afeto e respeito mútua:
    — Acho que eu vou me sentir eternamente próxima dela. Para além do físico, é uma questão de alma.

    Baixe nosso App na Play Store, siga-nos em nossas redes sociais, Facebook, Instagram e Twitter. Venha fazer parte da família Lully FM!

    Fonte Jornal Extra 

    Nenhum comentário

    Curta nossa página no Facebook, Instagram e Twitter venha fazer parte da família Lully FM!

    Seguir por E-mail