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Como o Maracanã se prepara para a final da Libertadores entre Santos e Palmeiras

Maracanã
A pandemia transformou a final da Libertadores, entre Santos e Palmeiras, em uma festa privada. Mas nem por isso a administração do Maracanã pode se dar ao luxo de abrir mão de ser uma boa anfitriã no próximo dia 30, quando os dois clubes paulistas decidem, a partir das 17h, o título da maior competição sul-americana. O estádio já está sob tutela da Conmebol, que fará no Rio a segunda final única da Libertadores — a primeira foi a de 2019, em Lima, vencida pelo Flamengo.
— A gente gostaria que fosse o evento para o qual fomos candidatos, com público. Será menor, restrito. Vamos fazer em um molde diferente, mas vamos entregar um bom evento — disse a nossa redação o CEO do Maracanã, Severiano Braga.
Ter o local da partida à disposição da Conmebol 20 dias antes foi condição para a candidatura. Há uma preocupação especial com o gramado. Por isso, Fluminense e Flamengo precisaram realocar seus jogos pelo Brasileirão. O rubro-negro enfrentará o Palmeiras em Brasília, na quinta-feira. O tricolor usará o Nilton Santos, hoje, contra o Sport e também São Januário, dia 23, contra o Botafogo. O CT do Flu e o próprio Nilton Santos devem ser os locais de treinos usados por palmeirenses e santistas.
O tempo permitirá um tratamento especial no campo. A Conmebol contratou a engenheira agrônoma Maristela Kuhn para vistoriar o gramado da final. Ela também é responsável por conceder laudos dos campos de jogos do Brasileirão. Maristela foi ao Maracanã nesta semana, tomou conhecimento e aprovou o cronograma de trabalho que a Greenleaf, responsável pelo gramado do estádio, implementará. O custo para o serviço entra na conta anual com manutenção do campo: cerca de R$ 700 mil.
— Não é só jogar água e cortar. Tem produto para fazer a raiz crescer, para fazer a grama crescer para cima e até abrir mais folhas. Com 20 dias, dá para aparar melhor — explica Severiano.
Não haverá venda de ingressos, mas isso não significa um deserto na arquibancada. A Conmebol ainda não definiu quantas pessoas a operação do jogo contará e também quantos serão os convidados. Uma estimativa citada em reunião com órgãos e dirigentes, na semana passada, apontou a possibilidade de até quatro mil pessoas (com distanciamento) dentro e no perímetro do estádio, contando delegações e forças de segurança.
— Estamos ajustando todas as áreas para ter o menor número possível de pessoas — disse o diretor de competições de clubes da Conmebol, Fred Nantes.Em termos de espaço físico, o setor Oeste es
Em termos de espaço físico, o setor Oeste está à disposição. Isso inclui as arquibancadas do Maracanã Mais, os dois níveis de camarote e a tribuna de imprensa. Nesta semana, a Conmebol montará base no Maracanã para começar a receber serviços de personalização do estádio, instalação de placas de LED e hospitalidade.
Além de dirigentes da CBF e da Conmebol, há a possibilidade de que ao menos um chefe de estado compareça: o presidente Jair Bolsonaro. Isso gera uma preocupação a mais com a segurança. A presença de dois times brasileiros, por si só, já demandaria um cuidado especial no entorno para evitar aglomerações. O quarteirão do Maracanã será bloqueado, o que envolve trechos da Avenida Maracanã, Radial Oeste e Eurico Rabelo.
— O Flamengo x Grêmio da Libertadores 2019 foi uma operação de excelência. A gente tinha que deixar passar quem tinha ingresso e travar quem não tinha. Nessa final, ninguém pode passar. A particularidade é garantir o perímetro do entorno para só passar quem a Conmebol definir — explicou Severiano.

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Fonte O Globo

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