• 'Arte contemporânea feminina' reúne cinco mostras individuais de cinco mulheres em cinco salas ao mesmo tempo

    Divulgação
    A exposição 'Arte Contemporânea Feminina' é um projeto inédito, que apresenta 5 mostras individuais simultâneas, de 5 artistas mulheres, em 5 salas do Centro Cultural Correios (Centro, RJ), todas  com a curadoria da Tartaglia Arte de Roma, Itália, de Regina Nobrez e Riccardo Tartaglia.

    Trata-se de uma mostra que destaca o papel da mulher artista, em suas diferentes poéticas, linguagens e faturas. Até pouco tempo atrás, as mulheres, quando se destacavam nas artes, atuavam em segundo plano, excercendo a atividade como modelos. Certamente  tivemos – e temos - grandes artistas mulheres, que, rompendo com as barreiras do preconceito e da misoginia, conseguiram  levar seu acervo ao mundo - Frida Kahlo, Louise Bourgeois, Lygia Clark, Ligia Pape, Adriana Varejão, Rosalina Paulino, entre outras.
     
    Antes retratadas nas pinturas de artistas predominantemente masculinos, hoje as mulheres estão à frente da produção artística, com mais autonomia e liberdade, ocupando cada vez mais espaço, expressando todas as suas múltiplas potencialidades e permitindo que suas emoções fluam de maneira profunda.

     
    A mostra 'Arte Contemporânea Feminina" traz, portanto, olhares múltiplos sobre o fazer artístico. As artistas Beatriz Basso, Ilca Barcellos, Mary Dutra, Flavia Fernandes e Isabella Pedreschi estarão, a partir do dia 31 de março até 16 de maio de 2021, estabelecendo um diálogo polifônico entre as salas do Centro Cultural Correios (CCC-RJ) e interagindo por meio de suas obras, instalações, sons, vozes e personalidades.

    ARTISTAS

    BEATRIZ BASSO - "Cor, Gesto, Emoção ... a Trajetória" 
    (Sala C - 2° andar)

    As obras de Beatriz Basso, artista abstrata, são caracterizadas por gestos, cores e texturas, em diversas técnicas pictóricas, através das quais explora e transmite a emoção colocada dentro de cada pincelada. Sua arte mostra, na força e na leveza da mulher, uma força da natureza, surpreendendo as sensações do novo, do desconhecido e do imaginário.

    “Quero mostrar a força e a energia que uma obra de arte pode trazer para uma pessoa, quanta emoção uma pintura pode externar e as sensações que, transmitidas, ajudam a superar qualquer situação. Tenho como missão levar cor e beleza onde é preciso.”

    Beatriz Basso é carioca, filha de pais italiano e teve sua inicialização artística com a mãe, Carla Basso, desenhista e pintora. Formada em Administração de Empresas e Analista de Informática, começou sua formaçao artística profissional primeiramente no Brasil, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, tendo aulas com o artista Orlando Mollica e no Studio49 RJ, orientada pelo artista Edgar Fonseca, onde descobriu novos aspectos da pintura. Mudou-se para a terra natal de seus pais, na cidade de Turim, Itália, para aprofundar-se e dedicar-se integralmente à arte. Formada pela Accademia Albertina di Belle Arti di Torino em 2018, desenvolveu seu trabalho, inicialmente, sob a influência do expressionismo abstrato e do Color Field dos anos cinquenta-sessenta, para finalmente seguir a sua sensível materialidade gestual. Beatriz Basso é uma artista abstrata gestual, que faz pinturas usando múltiplios suportes.

    Suas séries de pinturas trazem sempre uma reflexão em defesa do meio ambiente, herança das praias sem fim, matas densas e imensas, águas transparentes e cachoeiras poderosas, vivenciadas na infância de forma cativante, com uma identidade visual cheia de cores, que se conectam aos aspectos da vida contemporânea através de contrastes e conceitos que nutrem seu trabalho.

    Desde 2013, Beatriz tem trabalhos em exposições, instalações e performances. Algumas obras estão em coleções particulares de Turim, Savona, Rio de Janeiro.

    “Acredito na mudança que a arte traz para o Universo, acredito nessa energia que nos move e foi na arte que pude expandí-la", finaliza Beatriz Basso.

    ILCA BARCELLOS - "Squatters"
    (Sala Filatélica - Térreo)

    O termo "Squatt" significa, em inglês,, o ato de ocupar espaços sem uso por pessoas que não tem moradia – os " Squatters" (posseiros) – e, também, por aqueles que os utilizam em suas manifestações artísticas. A artista Ilca Barcellos faz exatamente isso: apropria-se do espaço da Sala Filatélica com sua instalação "SQUATTERS". Trata-se de um conjunto de seres fictícios – esculturas em cerâmica e espuma expansiva – mimetizados e camuflados entre elementos da flora natural. Exposta previamente na Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba de 2019, nesta instalação seres naturais e ficcionais se aproximam, pela forma, pelas cores e/ou pela textura. A poética da vida e do mutável ocupa o espaço museológico, previsível e fixo.  
     
    Para além desta instalação, a mostra apresenta também colagens digitais (nomeadas crossing-over). Recuperando o conceito do geneticista Thomas Morgan, as colagens recombinam fragmentos de desenhos realizados entre 2017 e 2020, e fotografias da exposição Squatting realizada em 2011, na qual as esculturas cerâmicas de Ilca Barcellos ocuparam o jardim do Museu Histórico de Santa Catarina. Os crossing-overs são, portanto, um conjunto de meta-trabalhos elaborados pelo entrelaçamento de obras realizadas entre 2010 e 2020.

    Os trabalhos expostos revelam-se como uma intersecção de obras realizadas ao longo de uma década em faturas diversas – esculturas, instalações, desenhos e fotografias. Construídos por meio do diálogo entre arte e ciência, o natural e o artificial, o controle e o acaso, sintentizam em seu conjunto o próprio percurso artístico de Ilca Barcellos: "Iniciei na arte pelo tridimensional e pela cerâmica, aos poucos fui explorando outras faturas e linguagens: instalações, desenhos, esculturas, colagens e pinturas". Indagada sobre quais as palavras representam a exposição "squatters", Ilca Barcellos responde: "pulsar e transgredir"!

    Ilca Barcellos é natural de Pelotas/RS, mas vive e trabalha entre Florianópolis/SC e Belo Horizonte/MG. Artista visual, graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina e mestre em Biologia Vegetal pela Universite Pierre et Marie Curie, Paris VI, combina arte e ciênica para expressar seu duplo percurso.


    MARY DUTRA - "Se foi, tempo"
    (Sala Bistrô - Térreo)
    A apresentação dessa mostra é do historiador e crítico de arte Ricardo Muniz de Ruiz.

    A exposição "Se foi, tempo", de Mary Dutra, traz intensos questionamentos sobre o tempo. Dividida em três momentos - observação do tempo, passagem e existência - a base da exposição é uma trama de textos escritos em máquina de escrever, com seu aspecto físico lento e sonoro alto, que permite um tempo sólido do pensar. Os textos começaram em 2020, junto com a pandemia, onde as pessoas se viram isoladas em casa com seus próprios tempos. Textos que mergulham no subconsciente disperso e confuso de perguntas sem resposta, que trazem à tona a forma única com que cada pessoa lida com seu  tempo. As pinturas, instalações, objetos, palavras, sons e vídeos são a expressão visual desse tempo.

    "A exposição fala sobre o tempo que se foi. Se pudesse guardar seu tempo, onde guardaria? As diferentes abordagens trazem a reflexão de como tratamos ou desperdiçamos nosso próprio tempo", explica a artista plástica Mary Dutra.

    Mary Dutra começou nas artes plásticas há 18 anos, com cursos em Florença, Itália e no Parque Lage, onde dedicou sua expressão à pintura. Mas só em 2017, depois de suas exposições em Nova York, que  direcionou o viés do seu trabalho totalmente para as artes. Buscando novas linguagens e superfícies, encontrou na expressão abstrata uma renovação de possibilidades pictóricas. Pinturas, palavras, superfícies, digital. As obras de Mary Dutra tratam da luz e do tempo. Da captação de lentes estáticas, do movimento de vídeos e de cores impressas que confundem com tintas.

    Seus quadros estão em 16 cidades, em 8 países, de 4 continentes. Seu estúdio fica no Rio de Janeiro, mas usa sua bagagem empreendedora para montar projetos artísticos e levar seu trabalho para diferentes países e culturas. Mary Dutra se vê num papel de estímulo a outras artistas e jovens empreendedoras, mostrando caminhos possíveis, encorajando a ação, e mostrando que a realização é possível. Quanto à exposição, acha importante essa união e força de cinco mulheres, onde cada vez mais as mulheres serão referência de grandes projetos e feitos.

    FLÁVIA FERNANDES - "Táctil"
    (Sala B - 2° andar)

    A exposição "Táctil" traz uma instalação com objetos inflados, colunas transparentes e coloridas que convidam ao toque pela maciez do material;  duas pinturas-objeto em fibra de vidro e resina, com cores e forma que lembram a natureza;  e algumas pinturas de acrílico sobre tela que, apesar de abstratas, foram baseadas na mata nativa próxima ao atelier, com seus galhos e folhas que se entrelaçam, criando formas e cor. O espectador sente-se convidado a passear neste jardim de cores e texturas criados e cultivados pela artista.

    Flávia Fernandes, artista, fez Escola Brasil, é Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e formada em Artes Plásticas pela FAAP/ SP. Está radicada em Florianópolis, onde sua arte está voltada para pintura, gravura, instalações, intervenções e vídeos. Desde 2001 vem realizando intervenções artísticas na paisagem natural e urbana, em vários lugares públicos, como o Largo Victor Meirelles em Florianópolis, Largo São Bento em São Paulo, Bayenale Sao Francisco/USA, Universidade de Edinburgo, Alberoni, Veneza e Costão da Joaquina, Florianópolis. Participou da Expo Transfronteira da Arte Contemporanea da 39ª Bienal Internacional de Sao Paulo e da Área 10 da London Biennale, em Londres. Ministra aulas de arte e faz algumas curadorias como a dos seis Festivais de Artes Plásticas de Governador Celso Ramos/SC, e a do Grupposinestetico - Sinesteticamente ad ognii costo, no MIS Florianopolis/SC.  Expõe desde 1975 no Brasil e no exterior, e possui obras em várias coleções públicas. 

    "Espero que as pessoas que visitem "Táctil" se emocionem e se encantem. Afinal, a obra de arte deve provocar encantamento", finaliza Flávia Fernandes

    ISABELLA PEDRESCHI - "Reverbério"
    (Sala Galeria de Arte - Térreo)
    A apresentação dessa mostra é do historiador e crítico de arte Ricardo Muniz de Ruiz.

    Reverbério. Aquilo que reverbera. O que nos atinge como sequela. O olhar para o espelho que apropria-se da imagem e a joga de volta. 
    No ano em que o isolamento é obrigatório, olhar para dentro é uma opção viável.  Carros parados, lojas fechadas, portas trancadas e ruas desertas. A figura feminina se despe do uniforme e retoma o eu primitivo. Para onde vão os pensamentos quando não se tem horário a cumprir?
    A mostra de Isabella Pedreschi retrata a mulher e o peso do novo cotidiano, consequência do cenário pandêmico caótico, com detalhes que provocam reflexão e um mundo de significados.

    Designer autodidata, encontrou nas artes visuais e no design gráfico o caminho para expressar seu ponto de vista cultural. Mas sentia que ainda faltava alguma coisa, a necessidade de romper as barreiras do computador e ser livre. De sentir o cheiro da tinta. Fez vários cursos de pintura, oficinas e aulas, tanto de história da arte como de teoria das cores do mestre José Maria Dias Cruz, além de ter participado de várias exposições, que lhe permitiram expressar seu ponto de vista e sua arte (Fonte: Manuela Titoto, autora do livro "Matéria-prima")

    "Acho muito bom estar entre mulheres, acredito ser importante este reconhecimento e ter este espaço que, por muito tempo, nos foi dificultado, muitas vezes por nós mesmas. Este posicionamento está mudando paradigmas e quebrando arquétipos. Situações e pensamentos que por muito tempo foram tolerados e praticados, hoje têm outro sentido, outra visão. (...) Através da arte conseguimos nos conectar com nossa verdadeira essência", diz Isabella Pedreschi.

    SOBRE A TARTAGLIA ARTE

    A Tartaglia Arte foi fundada em 1950 como um estúdio de pintura pelo artista Piero Tartaglia, então conhecido como Piery. Após alguns anos, criou um ponto de referência e encontro cultural com outros artistas e jovens talentos onde, sob a orientação do Mestre, desenvolveram seu estilo pessoal. A paixão avassaladora de Tartaglia  pela expressão pictórica com explosões de cor pura e contrastes violentos que tornam a tela viva, deu vida à Escola do Disgregacionismo.  Posteriormente fundou as Galerias, para exposição permanente de seus trabalhos e os de seus alunos, e que hoje são dirigidas pelo filho Riccardo. 
    O amor pela arte e uma visão cultural ampla são as peculiaridades deste grande artista, e representam sua herança moral e espiritual. Herança que continua sendo representada por Riccardo Tartaglia, que trabalha com a mesma seriedade e tenacidade na propagação da arte, através de exposições e eventos internacionais. Mas tudo com a assinatura de Riccardo Tartaglia e Regina Nobrez, o que confere um atestado de credibilidade e sensibilidade criativa. 
     
    SERVIÇO:

    Título da exposição: ARTE CONTEMPORÂNEA FEMININA

     Artistas - Mostras individuais

    . BEATRIZ BASSO - "Cor, Gesto, Emoção ... a Trajetória" 
    (Sala C - 2° andar)
    . ILCA BARCELLOS - "Squatters"
    (Sala Filatélica - Térreo)
    . MARY DUTRA - "Se foi, tempo"
    (Sala Bistrô - Térreo)
    . FLÁVIA FERNANDES - "Táctil"
    (Sala B - 2° andar)
    . ISABELLA PEDRESCHI - "Reverbério"
    (Sala Galeria de Arte - Térreo)

    Curadoria: Riccardo Tartaglia e Regina Nobrez - Tartaglia Arte

    Crítico de Arte: Ricardo Muniz de Ruiz ( nas mostras de Mary Dutra e Isabella Pedreschi, é historiador e poeta, doutor em História Social pela UFRJ e professor de História e Sociologia).

    Abertura: 31 de março de 2021, às 19h 
    Período:  de 31 de março a 16 de maio de 2021 
    Local: Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro - Rua Visconde de Itaborai, 20 centro RJ 
    Dias e horário: terça a sábado, das 12h às 19h
    Entrada franca
    Censura livre
    Concebido e organizado por Tartaglia Arte - www.tartagliaarte.org 
    Assessoria de imprensa: Paula Ramagem 
    Apoio: Centro Cultural Correios - RJ, Circulo Italo Brasileiro - SC, Consolato Onorario Italiano - Florianópolis/SC, Ministério das Comunicações - Governo Federal

    OBS: O Centro Cultural Correios e as artistas seguem as regras de não aglomeração, com número reduzido de visitantes. Obrigatório o uso de máscaras e álcool em gel.

    Riccardo Tartaglia (21) 96588-2653
    Regina Nobrez (48) 98463-5707

    Instagram  @tartagliaarte @riccardotartaglia @reginanobrez 
    Instagram: @bbellaarte (Bella Pedreschi)
                     @art_marydutra (Mary Dutra)
                     @ilcabarcellos (Ilca Barcellos)
                     @beatrizbasso.decora (Beatriz Basso)
                     @flaviafernandes.art (Flávia Fernandes)

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    Assessoria de Imprensa:
    Paula Ramagem

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