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Rodrigo Santos lança novo álbum "A Festa Rock 2" e conta detalhes de sua carreira de sucessos

Divulgação

Ele é um dos precursores do novo rock em nosso país. Quando falamos em novo rock, ditamos o estilo com mais guitarra, uma bateria mais pesada e letras que falam de vida, amor e a essência do gênero no Brasil, a revolução!
Rodrigo Santos tem 40 anos de vida na música, 39 deles em pleno sucesso, ele acaba de lançar seu mais novo álbum; "A Festa Rock Volume 2".
Como alicerce das principais bandas do estilo nos anos 80, Rodrigo hoje desfruta do reconhecimento e de seu excelente gosto instrumental e também nas letras que compõe.
Vamos a lista das bandas os quais Rodrigo já tocou:

João Penca E Seus Miquinhos Amestrados
Banda Front
Tocou com Léo Jaime
CBS

Essas bandas tiveram Rodrigo Santos no Baixo por volta de 1981, mas vale lembrar que o baixista toca desde os 11 anos de idade.
A primeira banda que ele tocou chamava-se Disritmia, no entanto o grupo mudou de nome e passou a ser chamado de Choque Geral, parte dos parceiros dessa banda, nem está mais no Brasil, mas segundo Rodrigo, vive da música pelas ruas da Inglaterra, mas é importante ressaltar que todos vivem de música, aqui no Brasil ou fora como já citamos.
"O mais impressionante é ouvir o Rodrigo contando essas histórias, pois parece que viveu ontem, fala com tanto amor e prestígio à tudo que passou, não tem como você não entrar no mesmo clima!", Maurício da Fontoura, esse que vôs escreve.
Como já se ouviu muito falar, até mesmo por outras grandes estrelas do nosso rock, grande parte das bandas foram formadas por amigos de escola, de bairro, vizinhos, colegas do surf, na cena carioca do rock nos anos 80. Durante o bate-papo, Rodrigo enfatizou seu trabalho pela banda Prisma, muito conhecida no cenário do rock no Rio de Janeiro da época.

"Havia uma disputa entre a banda Front e a Prisma, ambas tocavam em shows na praia, teatros e festas em geral", ressalta Rodrigo.

Nesse mesmo período um dos componentes da banda, o hoje ator Marcelo Cerrado, fez a troca da música pelos palcos e foi estudar fora do Brasil, isso fez com que a banda Prisma fosse se desmontando, assim Rodrigo foi convidado para tocar na banda Front. A banda foi considerada a nova geração do rock nos anos 80', isso após o estouro do gênero com Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Titãs e todos esses "dinossauros" do rock brasileiro.
Na sequência Rodrigo Santos ainda tocou com Léo Jaime e na banda de um dos caras mais respeitados do nosso rock, Lobão, o qual ele gravou quatro discos, em destaque as apresentações na Apoteose no Rio de Janeiro e no Hollywood Rock, para mais de 90 mil pessoas em São Paulo.
Durante a apresentação no Hollywood Rock, Rodrigo foi convidado para fazer parte da principal banda do gênero na época, a qual esteve frente o baixo por mais de 25 anos, o Barão Vermelho! Rodrigo entrou no Barão em 1992!
Óbvio que não poderíamos deixar de perguntar sobre Cazuza. Apesar da sua entrada na banda ter sido após a morte do músico, Rodrigo Santos falou que tinha convivência musical com o homem que cantava que a "Exagerado" como ninguém: "Já estivemos frente a frente diversas vezes, frequentávamos os mesmos lugares e consequentemente estávamos nos mesmos bastidores de shows, reuniões musicais e até do convívio entre amigos.
Outro ponto forte da entrevista, foi a ressalta que o baixista fez sobre todas as bandas que passou, falou de todas com muito respeito e amor e frisou a importância delas em seu repertório e carreira: "Trabalhar com Lobão foi fantástico, com Léo Jaime foi fantástico e com Miquinhos foi fantástico".
Voltando a falar do Léo Jaime, ele primou a importância do
ator, cantor, compositor, escritor e jornalista na sua carreira: "O Léo era o artista do momento para mídia, ter tocado com ele foi de suma importância na minha carreira", contou Rodrigo.
"Lobão era um ídolo meu também, tocar com ele foi no mínimo sensacional, só tenho agradecê-lo, Lobão é um grande amigo que a música me deu. Gravar um disco com ele, era o mesmo que eu gravasse um álbum com Led Zeppelin", disse o baixista.

Rodrigo Santos no Barão Vermelho

O Barão Vermelho foi um mérito na carreira de Rodrigo, que nos contou em detalhes como foi estar com a banda durante 25 anos: "Entrar no Barão Vermelho, foi o ápice da minha carreira, mais precisamente um divisor de águas. Fazer nós seis, componentes da banda, fizemos, é algo quase inédito até hoje, nós gravávamos um disco seguido do outro, era um envolvimento muito grande, nos tornamos irmãos", revelou Rodrigo. "Sinto muita saudades de sair para a estrada com o Barão, saudades de todos eles, componentes da banda, porque na verdade, eu não queria ter saído do Barão, meu ensejo se deu pela agenda, da minha carreira solo com a da banda, não estava conseguindo equilibrá-las", nos contou o músico. Rodrigo ainda teve passagem marcante pelo Kid Abelha.
Vivemos um período obscuro para o mundo das artes, seja no teatro, cinema, TV ou da música, está tudo parado, questionamos como tem sido para o Rodrigo Santos, lidar com a pandemia e ainda conseguir lançar dois novos disco e um livro.
"Foi uma loucura! Eu lancei primeiro o disco "Cazuza e a Bossa Nova", isso em 2020 e na sequência veio o livro sobre a minha vida, "Rodrigo Santos: Cara a Cara" e agora o "A Festa Rock Vol. 2". "Mas é importante ressaltar que a pandemia está fazendo eu criar muito, são trabalhos autorais que foram desenvolvidos com muita riqueza de conteúdo", disse o músico.
O seu novo disco é um aprumo da nossa música, pois nele estão grandes sucessos e músicas que falam também sobre a resistência, não diretamente política, mas Rodrigo sobressai da aura que tem o rock perante jovens e adultos até hoje: "Usei músicos que representam essa resistência, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Zeca Baleiro, Titãs, Cazuza, Legião, você que não há só rock como inspiração, a MPB também nos faz haurir esse ideal que defendemos desde os anos 80", nos expõe.
Vivemos um período muito complicado, se tratando de arte e cultura no Brasil, vivemos uma verdadeira repressão dos atos e manifestações, o nosso questionamento é se ele não acha que o movimento poderia ter mais representantes, até para se ter mais apoio popular. "A MPB tem tido essa função, até por ter um espaço na mídia muito maior que o rock nesse momento, principalmente nas rádios, mas eu acho que ainda temos artistas de expressão que representam esse movimento, Paulinho Moska, Zélia Duncan e Chico César são um dos exemplos", expressou.
O papo não poderia fugir da pauta do momento no planeta, a vacina, ele enfatizou a importância e ainda disse estar ansioso para realizar a sua imunização: "Estou esperando ansioso por esse momento, eu tenho problemas de saúde que se eu pegar o coronavírus, pode agravá-los e me levar a morte, eu quero viver e levar muita música ainda por ai", evidenciou Rodrigo.
O Novo álbum, como já citamos, chama-se "A Festa Rock 2" e Rodrigo Santos, falou sobre as várias parcerias que teve na composição do novo álbum. "Escolhi vários artistas de peso, Rita Lee, Alceu Valença, Caetano, Gil, Chico Buarque, ainda dessa vez, quis variar um pouco mais, aderi aos anos 80, coloquei Cazuza, Legião Urbana, Plebe Rude, mas eu já gravei os volumes 2, 3 e 4, então tem muitos nomes e grandes parceiros do cenário da boa música no Brasil", revelou Rodrigo. "Mas meu parceiraço de composições foi o Mauro Santa Cecília, ele é um dos principais companheiros que tenho na hora de compor", contou o ex-Barão.

Rodrigo Santos, João Barone  e Andy Summers
O músico desenvolve uma parceria muito relevante dentro do cenário do rock nacional e por que não dizer internacional? A sua parceria com João Barone e Andy Summers da banda de rock inglês The Police. "Esse trio me enche de orgulho, o João é um parceiraço de sempre e o
Andy Summers é sem comentários!", enfatiza o baixista.
Rodrigo também quis avultar o álbum lançado em 2020, chamado "Livre".
O projeto inédito conta com diversas parcerias com personalidades de diversos estilos musicais. Entre os artistas que gravaram nesse trabalho estão verdadeiros stars da música como Andy Summers, do The Police; e João Barone, da banda Paralamas do Sucesso. Também participaram do disco nomes como Roberto Menescal, Guto Goffi, George Israel e o já citado Mauro Sta Cecília entre outros.
Rodrigo faz média de 20 shows por mês, é um verdadeiro recordista do gênero no Brasil, o isolamento o fez criar e repensar os planos, no entanto ele sobreleva: "Agora só volto aos palcos após o país ser vacinado", enfatiza o roqueiro.
Rodrigo já tem remarcação de shows para o final de 2022, que até lá o planeta já esteja imunizado!
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