Fluminense quer escrever nova história contra argentinos na Libertadores

Fluminense quer escrever nova história contra argentinos na Libertadores

Foto: ENRIQUE MARCARIAN/ENRIQUE MARCARIAN
Depois de um hiato de oito anos, começa nesta quinta, às 19h, no Maracanã, mais um capítulo do sonho continental do Fluminense. Munido de confiança e de muita expectativa, o Tricolor estreia na Libertadores diante do River Plate, no Maracanã, em busca de um primeiro título sul-americano que já bateu na trave duas vezes (na própria competição, em 2008; e na Sul-Americana de 2009). As equipes estão no Grupo D, que ainda conta com os colombianos Santa Fe e Junior Barranquilla.
Não há dúvidas de que enfrentar um tetracampeão do torneio e finalista de duas das últimas três edições é uma pedreira logo de cara. Mas uma boa notícia mexe com o imaginário do torcedor: o Fluminense nunca foi derrotado em estreias pela Libertadores. Nas outras seis participações, conseguiu três vitórias e três empates em seus primeiros jogos.


Nas duas últimas estreias do tricolor, em 2012 e 2013, foram dois triunfos de 1 a 0, sobre o argentino Arsenal e o venezuelano Caracas, respectivamente. Além do placar, outro fator em comum nos dois jogos foi a presença do atacante Fred, que estará em campo hoje.
— Nosso sentimento é o de sempre: respeitar os adversários, e com o River não é diferente. Mas vamos agredi-los a todo instante. Futebol é um jogo emocional. A gente sabe que o favorito é o River. Não só no grupo, mas na competição. Mas sabemos da força do nosso coletivo e vamos dar a nossa vida — disse o centroavante, o maior artilheiro do Fluminense na Libertadores, com oito gols.
Fred é personagem de algumas das principais histórias tricolores na competição. Inclusive diante de argentinos. Ele já marcou sobre o Boca Junior maior rival do River, em plena Bombonera.
A vitória sobre o Boca Juniors, em 2012, é lembrada com orgulho até hoje pela torcida. Mas a página favorita de Fred na história do Fluminense contra “hermanos” na Libertadores é outra: diante do Argentinos Juniors, em 2011.
Na ocasião, o tricolor precisava de uma improvável combinação de resultados na última rodada para avançar às oitavas de final. O gol da classificação veio dos pés do artilheiro, em pênalti nos acréscimos que provocou uma pancadaria no Estádio Diego Armando Maradona.
— Teve um pênalti no último minuto, e o Enderson (Moreira, técnico na época) pediu para o Edinho me avisar que, se eu convertesse, a gente classificava. Eu tinha perdido dois antes, o Deco e o Thiago Neves estavam treinando. Mas ninguém quis bater e assumir a bronca — recorda Fred.
Fluminense e River Plate nunca disputaram uma partida oficial. Mas nem por isso nunca se enfrentaram. Foram quatro amistosos até hoje. E muito equilíbrio: uma vitória para cada lado e dois empates. O último destes embates ocorreu há 40 anos. Ainda assim, o confronto desta quinta colocará o tricolor diante de um velho conhecido: o argentino Marcelo Gallardo.
O hoje consagrado técnico do River já enfrentou o Fluminense, em uma única oportunidade, quando defendia o Nacional, do Uruguai. E não deixou boa impressão. Quem vê Gallardo de terno e tranquilo à beira do gramado até esquece que ele foi responsável por uma grande confusão com atletas tricolores em Montevidéu. Na Libertadores de 2011, ele acabou expulso numa partida em que bateu boca com Fred, fez falta dura e reclamou.
O vitorioso técnico argentino tem problemas para escalar o River Plate. O atacante Matías Suárez segue como desfalque após se recuperar de uma lesão no joelho. O zagueiro Robert Rojas e o meia Jorge Carrascal, suspensos, e o zagueiro Javier Pinola, lesionado, também não enfrentarão o Fluminense. O meia Agustín Palavecino recebeu alta médica e está liberado. Já Nicolas De La Cruz deve ser relacionado.
Pelo lado do Fluminense, o técnico Roger Machado deve repetir a equipe que venceu o clássico diante do Botafogo. Os reforços Juan Cazares, Manoel e Abel Hernández estão regularizados e podem estrear, mas devem começar no banco — David Braz, positivo para Covid-19, será ausência, assim como Raúl Bobadilla.

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Fonte Jornal O Globo

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