Brasil jogou mais em 2020 e deve continuar após pandemia

Brasil jogou mais em 2020 e deve continuar após pandemia

Foto: GoGamers
Os brasileiros estão jogando mais videogame do que nunca, revelou a oitava edição da Pesquisa Game Brasil, que analisa o perfil do jogador de jogos digitais no país. Mesmo sem um crescimento na base de jogadores, a pesquisa aponta um salto no tempo dedicado aos games, principalmente em partidas online.

O tempo que o brasileiro passa jogando aumentou muito, mesmo sem uma mudança na quantidade de vezes por semana que joga videogame. O salto se deu no PC, nos consoles e no celular, plataforma favorita dos jogadores por aqui.

Para o pesquisador Mauro Berimbau, professor de marketing da ESPM, há mais de um motivo para isso, mas o principal é o isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19. "Em 2020, as opções de entretenimento e de socialização diminuiram e as pessoas encontraram nos games uma forma de diversão. As partidas online se tornaram uma maneira de encontrar os amigos, de estar junto com outras pessoas".

Mais tempo jogando resulta em maior consumo de jogos? Segundo a PGB, sim. "Em comparação aos anos anteriores, mais pessoas responderam estar gastando mais com games. A quantidade de pessoas que afirmou gastar mais de R$ 1 mil com jogos ao longo de 2020 foi quase quatro vezes maior do que em 2019", diz o professor.

"O brasileiro tem gastado cada vez mais com jogos, mesmo - ou até por causa - dos jogos gratuitos. A proposta destes produtos faz com que eles faturem muito com microtransações", explica Carlos Silva, da consultoria GoGamers. "Comprar conteúdo dentro do jogo é um comportamento que se firmou".


Onde o brasileiro joga?

O smartphone é a principal plataforma dos jogadores no Brasil, mas Carlos aponta que não é como se o brasileiro que joga no celular não jogue também no computador: "O jogador é multiplataforma, ele joga no smartphone e no console, ou no PC e no celular".

Depois dos celulares, as plataformas favoritas dos brasileiros são os consoles e por último o PC - embora a adesão aos computadores tenha aumentado muito no último ano, por causa do home office e do crescente interesse do público por eSports.

É interessante notar que o principal console no Brasil atualmente é o PlayStation 4 e, segundo Silva, deve continuar assim por um bom tempo: "O brasileiro não troca de console sempre que um novo hardware é lançado. Historicamente existe um espaço de 3 anos ou mais na aquisição de novos consoles. E a disponibilidade de aparelhos e os preços mais altos podem levar a um intervalo ainda maior até o público ter um PS5 e um Xbox Series X em casa".

Comportamento deve se manter

Embora os especialistas reconheçam que as pessoas passaram muito mais tempo jogando em 2020 por falta de opção, e que supostamente, isso pode mudar quando elas puderem se deslocar e tiverem mais opções de entretenimento, ambos concordam que a experiência de jogo online deve se manter ou continuar crescendo.

"O tempo dedicado às partidas online sempre esteve em uma curva ascendente na Pesquisa Game Brasil, e deu um pulo em 2020. Ficar em casa foi o empurrão que faltava para muita gente descobrir o jogo online", explica Berimbau.

O professor aponta também o fenômeno Free Fire como explicação para este salto, principalmente para quem joga nos smartphones: "Quando perguntavamos qual a frequência de jogo online em 2020, no celular, 48,6% diziam jogar todo dia. Este ano foi para 86,7%".

"Free Fire, da Garena, é um fenômeno, que mudou a forma como o jogador brasileiro consome jogo no celular", concorda Carlos. "O modelo é muito parecido com o de jogos para consoles e PC, o que cria uma experiência de outro tipo, uma retenção muito maior".

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Fonte Game On

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