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Laíla dispara: ‘Se eu parar eu vou morrer’

Laíla
Para alguns não existe carnaval sem ele estar no mínimo, no comando de algum desfile no grupo Especial, Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, completou 78 anos nesta quinta-feira (27). Em entrevista a nossa redação, o diretor de Carnaval, foi franco e direto como sempre, abriu o jogo sobre o que deseja para a nova primavera que se inicia.

“O que eu queria ganhar de presente eu já comecei a ganhar, que é a tranquilidade. Eu quero ter paz, saúde, sossego, ajudar ao próximo, como sempre ajudei, e ser feliz. Mas ser feliz quer dizer o quê? Que você tem que ganhar algo para você poder sobreviver. Sem querer demais, sem querer explorar ninguém, mas uma das coisas que eu mais quero é o meu trabalho”, afirmou.

Laíla está fora do Carnaval desde que deixou a União da Ilha após o desfile de 2020, quando a escola foi rebaixada para a Série A. O período sem trabalho é algo incomum na vida do diretor, já que ele pega no batente desde os oito anos de idade. Antes do início no samba, Laíla já foi geleiro, fez carreta na feira e trabalhou em quitanda.

"As pessoas falam muito que eu tô velho… tô velho porra nenhuma"

“Eu me sinto muito capacitado. O físico não tem nada a ver com a minha cabeça. As pessoas falam muito que tô velho… tô velho porra nenhuma. Eu sempre trabalhei nesse sistema que está implantado hoje no Carnaval, dividindo, botando as pessoas nos seus devidos lugares. Eu não penso em parar. Se eu parar eu vou morrer. Eu sou um homem que gosta de trabalhar. Acredito e tenho certeza que ainda tenho muito a dar e contribuir com o Carnaval”, disse.

Detentor de 20 títulos no Carnaval carioca, sendo 13 na Beija-Flor e 7 no Salgueiro, Laíla participou de praticamente todas as transformações que a festa sofreu desde a década de 60. O sambista afirma que, apesar do currículo invejável, não é o profissional mais caro do seu setor, diferente do que, segundo ele, comenta-se nos bastidores da folia.

“Eu tenho muito mais amigo que inimigo. Eu tenho muito mais gente que torce para que eu possa exercer as coisas que exerci durante todo esse tempo no Carnaval do que gente que torce para eu ficar de fora. E eu não quero ficar de fora, porque eu trabalho com muito amor. Eu não sou uma pessoa egoísta, que pensa única e exclusivamente em mim, nem sou o cara que briga com todo mundo. Muito menos sou o profissional mais caro do setor. Eu já trabalhei muito com o salário bem aquém”, desabafou.

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Fonte SRZD

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