Leticia Colin sobre sexo depois de nascimento de bebê: 'Considero justíssimo não querer transar durante um ano'

Leticia Colin sobre sexo depois de nascimento de bebê: 'Considero justíssimo não querer transar durante um ano'

Leticia Colin
Em duas horas de conversa por chamada de vídeo, Leticia Colin fez algumas longas pausas. A atriz de 31 anos, paulista de Santo André, não tem respostas prontas nem ensaiadas. Fala com intensidade desconcertante sobre os mais diversos assuntos, a mesma intensidade que emprestou à Amanda, a médica viciada em crack de “Onde está meu coração”. Na série do App Globoplay, que revela todas as implicações da dependência química no seio de uma família de classe média alta, sua performance é visceral. “Esse assunto humano é de um nível trágico que desmonta a todos nós”, observa a atriz, que ainda está na quinta temporada de “Sessão de terapia”, como a estilista Manuela.

Fora da TV, Leticia também sente tudo e sente muito. Casada com o ator e apresentador Michel Melamed e mãe de Uri, de 1 ano e sete meses, reflete sobre a maternidade de primeira viagem em plena pandemia. Posiciana-se diante do governo Bolsonaro, fala sobre depressão, relata suas experiências com drogas e dilemas em relação à cobrança física. Apesar do entorno cinza, não hesita ao escolher as cores preferidas, pinceladas no seu rosto nessas páginas: “Verde, azul e vermelho, as que o meu filho aprendeu a falar.” A seguir, um pedaço da conversa com a atriz que é inteira em tudo que faz.


Você é uma artista que se posiciona politicamente. Como enxerga quem, ao contrário de você, prefere a neutralidade?

Os artistas a quem admiro são aqueles que se posicionam. Se fosse em qualquer outro momento do país daria para defender essa isenção, mas estamos vivendo uma guerra. São quase 500 mil mortos. Em fases de exceção, até quem não gosta, quem não gostaria, quem acha incômodo, vai precisar sair de cima do muro. O tempo está passando, e dependendo do que acontecer, o Brasil vai mudar radicalmente para pior, e isso ficará escrito na História. O artista é fruto do seu tempo. Todos nós nascemos num lugar, temos raízes e pertencemos a um período histórico não à toa, para o bem e para o mal. Não é perfumaria, é uma questão de vida ou morte, e devemos, sim, interferir.

Você deu à luz Uri no fim de 2019. Qual foi o impacto da pandemia na experiência da maternidade?

Ser mãe é sempre difícil, com ou sem pandemia. A maternidade de primeira viagem não tem bússola, por mais que te deem dicas, é totalmente empírica. Contar com menos apoio e braços para dividir a carga horária, as dúvidas e os receios também não foi fácil. Minha mãe estava aqui quando Uri nasceu e morou conosco por quatro meses, quando a quarentena começou. O Michel é um pai ativo, encantado pelo processo. Temos o privilégio de morar em uma casa com jardim, mas é estranho pensar que pode ser perigoso meu filho pegar uma bola por causa do vírus. Para dar conta, também tenho analista e psiquiatra.

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Fonte O Globo

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