O passe livre no Rio de Janeiro

O passe livre no Rio de Janeiro

Ilustração

Alunos de diferentes instituições de ensino superior ocuparam nesta terça-feira, 10, a sede da prefeitura do Rio de Janeiro em protesto contra a suspensão do bilhete único universitário, que garante o uso gratuito do transporte público municipal. O benefício foi suspenso no início da pandemia de Covid-19, quando as aulas foram paralisadas. Os estudantes alegam que algumas universidades privadas já retomaram aulas presenciais e que, mesmo nas públicas, há atividades de estágio e pesquisa que exigem o comparecimento ao local.

A ocupação começou por volta de 11h, liderada pelos Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), bem como pela Associação dos Estudantes Secundaristas do Rio (Aerj), da Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (Fenet) e da União Estadual dos Estudantes (UEE). Outras pautas também foram levantadas como a vacinação de toda a população e a garantia de um volta das aulas com segurança.

Os estudantes afirmam que estão há um ano e cinco meses cobrando a retomada do bilhete único universitário por meio de ações variadas, como um abaixo assinado e uma manifestação em frente à prefeitura. Segundo o grupo, sem resposta do município, optaram por ocupar o edifício.

"Tem gente já fazendo estágio, arriscando a vida em transporte público lotado e de péssima qualidade, tendo que pagar até R$500 por mês e às vezes isso vai faltar no prato", disse Matheus Travassos, estudante de história e integrante do DCE da Unirio.

O preço das passagens de transporte público no Rio de Janeiro varia. O valor unitário nos ônibus, por exemplo, é de R$4,05 e no metrô é de R$5,80. A política de integração oferece descontos em determinadas situações. Os manifestantes sustentam que o custo é bastante elevado em alguns casos como o de estudantes que moram na zona norte ou na zona oeste e estudam no campus da Unirio, sediado no bairro da Urca, onde não há metrô e são poucas as opções de linhas de ônibus.

Por meio de uma postagem nas redes sociais, o DCE da UFRJ lamentou a situação. "Diversos estudantes já estão tendo aula, estágios, pesquisa e extensão e mesmo assim continuam sem ter seu direito garantido", diz o texto. A entidade considera que a prefeitura tem se utilizado da pandemia para atender o interesse de empresários do transporte que pressionam pelo fim do bilhete único universitário.

No ano passado, durante as eleições municipais, o prefeito Eduardo Paes prometeu retomar o benefício. "É uma conquista importante para uma garotada que está na universidade e que consegue ter mobilidade na cidade graças ao bilhete único. Quero assumir o compromisso com essa turma que o bilhete único universitário vai voltar. Vamos tratar com respeito os estudantes da nossa cidade, aqueles que precisam, que fazem um esforço enorme pra se manter estudando e ainda têm que enfrentar essa dificuldade por parte da prefeitura. Conta com a gente", disse ele durante a campanha.

Passados oito meses de seu mandato, Eduardo Paes ainda mantém o benefício suspenso. Procurada, a prefeitura disse em nota se sensibilizar com os estudantes e afirmou estar empenhada na busca por uma solução. "Neste momento, já descartamos dar subsídios para as empresas de ônibus, assim como não é possível aumentar a tarifa para promover um equilíbrio do contrato", acrescenta o texto.

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Fonte Agência Brasil

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