Paulo José deixa um legado gigante para a dramaturgia

Paulo José deixa um legado gigante para a dramaturgia

Paulo José

O ator Paulo José morreu nesta quarta-feira (11) aos 84 anos. Ele estava internado há 20 dias e faleceu em decorrência de uma pneumonia. Deixa esposa e quatro filhos: AnaBel e Clara Kutner, de seu relacionamento com a atriz Dina Sfat, além de Paulo Henrique Caruso. Nas redes sociais, famosos lamentaram a perda.

Paulo José foi um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, como ator e diretor. O artista estreou na Globo como ator na novela Véu de Noiva, de 1969. Seu primeiro grande personagem foi o mecânico-inventor Shazan, que formava uma dupla bem humorada com Xerife, personagem de Flávio Migliaccio, na novela O Primeiro Amor (1972). A parceria fez tanto sucesso que deu origem ao seriado Shazan, Xerife e Cia, escrito, dirigido e interpretado por Paulo e Flávio entre 1972 e 1974. Outros personagens marcantes foram o comerciante cigano Jairo em Explode Coração (1995), e o alcóolatra Orestes de Por Amor (1997).

Ao longo de mais de 60 anos de carreira, atuou em mais de 20 novelas e minisséries, entre elas, Tieta (1989), Vamp (1991), Agora é Que São Elas (2003), Senhora do Destino (2004), JK (2006), Caminho das Índias (2009) e Morde & Assopra (2011). Como diretor, participou de títulos como Memorial de Maria Moura (1994). Ele também fez parte da equipe que implementou o programa Você Decide

Sempre ativo e atuante, mesmo depois de descobrir o Mal de Parkinson, doença que o acompanhou por mais de 20 anos, Paulo José se preocupava com a valorização do ofício de ator no Brasil, sendo nome de destaque na luta pela regulamentação da profissão no final dos anos 70.

Mesmo com a carreira consolidada na TV, Paulo José nunca abandonou o teatro e o cinema. Na telona, participou de filmes importantes na história do cinema brasileiro, como Macunaíma (1969) e Todas as Mulheres do Mundo (1966).

Sua última e mais emocionante aparição na TV foi como o vovô Benjamin na novela ‘Em Família’ (2014), de Manoel Carlos. Ele era o pai de Virgílio (Humberto Martins) e, como na vida real, seu personagem sofria de Mal de Parkinson.

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Fonte Revista Quem

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