Mark Zuckerberg recupera metade do que perdeu em sua fortuna no 'dia trágico' do Facebook

Mark Zuckerberg recupera metade do que perdeu em sua fortuna no 'dia trágico' do Facebook

Mark Zuckerberg

O co-fundador do 
Facebook e principal acionista da empresa, Mark Zuckerberg, recuperou metade do que havia perdido de seu patrimônio na "segunda-feira macabra" para a rede social. Segundo o ranking de bilionários em tempo real da revista Forbes, a fortuna do empresário encostou novamente nos US$ 120 bilhões nesta quarta-feira (6).

No início da semana, as ações do Facebook tiveram queda de quase 5%, após a revelação da fonte que vazou documentos internos da empresa no fim de semana e com a queda de serviços em escala global ao longo da tarde.

Com o baque na empresa, Zuckerberg perdeu cerca de US$ 6 bilhões apenas na segunda-feira. O patrimônio do empresário foi a US$ 116,8 bilhões. Nesta quarta, subiu para US$ 119,4 bilhões.

Zuckerberg continua sendo a sexta pessoa mais rica do mundo. O líder é o empresário e fundador da Tesla, Elon Musk, que detém US$ 201,2 bilhões. À frente do líder do Facebook ainda estão nomes como Jeff Bezos (Amazon), Bernard Arnault (LVMH), Bill Gates (Microsoft) e Larry Ellison (Oracle).

O que muda é que a diferença entre Zuckerberg e Ellison, agora, é de "apenas" US$ 400 milhões.

A ex-funcionária do Facebook Frances Haugen, de 37 anos, trabalhou como gerente de produtos na companhia e era responsável por projetos relacionados com eleições. Ela revelou sua identidade no último domingo (3) em entrevista à emissora americana "CBS News" durante o programa "60 Minutes".

Foi a partir dos documentos obtidos por ela que o "Wall Street Journal" publicou reportagens em meados de setembro indicando que o Facebook protegia celebridades das regras de conteúdo, que a empresa sabia que o Instagram é "tóxico" para os adolescentes e que a resposta da empresa às preocupações dos funcionários sobre o tráfico de pessoas foi muitas vezes "fraca".

Durante a entrevista à emissora de TV "CBS News", Haugen acusou o Facebook de "colocar os lucros acima da segurança" e afirmou que "agiu para ajudar a incentivar mudanças na gigante das mídias sociais, não para despertar raiva".
"O Facebook ganha mais dinheiro quando você consome mais conteúdo. As pessoas gostam de se envolver com coisas que provocam uma reação emocional. E quanto mais você sentir raiva, mais vai interagir, mais vai consumir“, disse Haugen.
Engenheira da computação de formação, Haugen já trabalhou para outras empresas de tecnologia, como o Google e o Pinterest, e se especializou na criação de algoritmos que decidem o que as pessoas irão visualizar em seus feeds. Segundo ela, o Facebook é "substancialmente pior" que tudo o que já viu antes.

Desde setembro, quando o esquema denunciado por Haugen foi exposto pelo WSJ, as ações do Facebook colhem queda de cerca de 10%.

Pane global 

Somado ao escândalo, WhatsApp, Instagram e Facebook apresentaram instabilidade no começo da tarde desta segunda-feira (4). Internautas em todo o mundo estão relatando dificuldade pra acessar os 3 serviços — todos do Facebook.

O termo WhatsApp se tornou o primeiro nos Trending Topics do Twitter no Brasil por volta das 12h50. Cerca de meia hora depois, o concorrente Telegram, que segue no ar, passou a ser o segundo mais comentado.

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Fonte G1

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