Selminha defende ensino de Cultura afro nas escolas e agradece à Beija-Flor

Selminha defende ensino de Cultura afro nas escolas e agradece à Beija-Flor

Selminha Sorriso 

Entre os admiradores mais assíduos da folia, muito se fala a respeito da falta de posicionamento de alguns integrantes da festa, e principalmente da ‘não-movimentação’ de nomes já consagrados para a valorização da cultura das escolas de samba. Na última sexta-feira (2), a postura da porta-bandeira Selminha Sorriso, diante do domínio do enredo nilopolitando, foi exaltada nas redes. Muitos trataram a fala como ‘potente’.

Para o Carnaval 2022, a Beija-Flor trará o enredo ‘Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor’, onde traz, em si, a valorização do que é produzido pelo povo preto nos campos da cultura e da ciência. A porta-bandeira falou sobre a importância de valorizar a cultura popular e defendeu a Lei 10.639, que reforça o ensino da educação afro-brasileira nas escolas do país.

“A Beija-Flor tem mesmo essa característica de exaltar o povo preto. ‘Áfricas’ e ‘Guiné’ foram dois desfilaços. Mas, esse ano, eu não sei dizer, é algo diferente. Eu sinto como se fosse uma missão. Não só para um resgate, mas pra fazer um futuro diferente. Acontecimentos diversos nos trouxeram essa consciência de que não cabe mais racismo, que as oportunidades precisam ser iguais. Precisamos conhecer a nossa própria história, as nossas próprias origens”, disse a porta-bandeira.

Longe das quadras, Selminha é formada em Direito. Em entrevista franca com o SRzd, a porta-bandeira falou sobre oportunidades, conquistas e gratidão ao Carnaval, e como ele abriu portas para ela pudesse ter um destino diferente de outras mulheres pretas e periféricas como ela.

“Eu sou oriunda de comunidade. Como muitos deles, eu tive que parar de estudar. Para a realidade da minha mãe, ser honesto já era o suficiente. Só que eu queria mais. Fui universitária, me formei, mas tudo isso bem depois. Tive que buscar sozinha. Ofereço para o meu filho o que eu não tive. Eu faço isso com gosto. Minhas oportunidades surgiram a partir da escola de samba. A Beija-Flor me deu oportunidade de estudar, me ajudando a pagar a mensalidade da minha faculdade durante 5 anos. Houve um investimento nos meus estudos. O samba foi a transformação da minha vida. Como não retribuir  compartilhando e repassando o conhecimento para outros jovens da comunidade? “, questionou a artista.

O que poucos sambistas sabem é que a defensora do pavilhão da azul e branca também desempenha papéis importantes longe das quadras, em prol da educação e das escolas de samba. Em julho deste ano, Selminha propôs à Prefeitura de Nilópolis a adição da matéria ‘História da Cultura Afro-brasileira’ na grade escolar para as escolas de municipais da cidade. No plano de ensino sugerido pela sambista, também continha a história da agremiação que defende há 30 anos ao lado do mestre-sala Claudinho.

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Fonte SRZD 

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