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Supla no BBB?

Supla

Supla relata com entusiasmo situações em que, mesmo de máscara, foi reconhecido por adolescentes e parado nas ruas para tirar fotos. "É da hora, mano. A molecada reconhece mesmo. 
Acho do car***. Junto dessas coisas, eu também agradeço por estar vivo, respirando", diz, com o sotaque paulistano carregado. O cantor de 55 anos tem quase 40 de carreira musical e é tietado pelos mais novos por ter se tornado uma figura da internet. Neste semestre, o artista lançou o álbum SuplaEgo, tem aparecido com frêquencia em programas de TV — entre eles "Caldeirão" e "Conversa com Bial" — e acaba de ganhar um quadro no "Papo de segunda", do GNT. Na atração, ele dá dicas de assuntos aleatórios, tira dúvidas de internautas e, aqui, também critica quem tira proveito de "publis" indiscriminadamente: 

— Cara, tem uma galera que fica tirando foto de vaidade, posta na internet e arruma um dinheiro. Olha o país como é que está... As pessoas passando fome! E tem gente que ganha R$ 30 mil, R$ 50 mil num post! Tem que tirar essa grana e dar para quem está precisando!

A crítica ao ego está em seu discurso e no título de seu álbum. O cantor, que mais de 30 anos atrás deixou a graduação de Economia para seguir o sonho artístico, aborda a Psicanálise para explicar ainda uma das faixas do álbum: 

A brincadeira do Supla Ego é interessante também numa associação ao Super Ego. (Na análise, em estudo da psiqué humana), o super ego é que segura os impulsos do ego. Uma das músicas desse álbum diz "Meu amor é cego, não nego. Meu ponto cego eu não revelo. Me desapego do meu ego. Ainda não consegui parar de ser eterno, de Beatles a Billy Idol". Apesar do meu nome estar aí, essa música não é só sobre mim. É sobre muita gente.

Durante o papo por telefone, Supla vez ou outra demonstra preocupação com valores. Ao ser questionado sobre o que traz da educação dos pais (Eduardo Suplicy, economista, ex-senador e atual vereador de São Paulo, e Marta Suplicy, psicanalista e atual secretária de Relações Internacionais da cidade de São Paulo), ele explica:

— O que meu pai e minha mãe me passaram foi o respeito ao próximo. Não importa se a pessoa cata o lixo, se ela trabalha na padaria, se é senador, tem que tratar as pessoas bem.

Entre declarações a respeito da família, de fama e  de ego, o paulistano solta as já características expressões em inglês. Questionado a respeito do costume ao mesmo tempo em que critica a política estadunidense, ele justifica:

— Um vez, minha mãe falou: "Para com essa porra, de ficar falando inglês no meio das frases! É cafona!". Eu respondi a ela: "Cafona é o car****! Você que me levou para aqueles Estados Unidos quando eu era criança! A culpa é de vocês! " De criança, morei até os 8 anos de idade, indo e voltando. Nessa época, devo ter ficado uns cinco anos e meio. Mais tarde, passei muito tempo lá tocando, estudando... Eu tenho que responder há 34 anos por ser filhos de políticos. E eu não concordo com tudo o que minha mãe fala! O tempo passou e acabou que esse jeito de usar inglês faz parte de quem eu sou, virou a minha marca.

Vinte anos atrás, essa marca caiu na boca do público e a gíria "papito" ficou conhecida dos telespectadores. Supla participou da "Casa dos artistas", reality do SBT. No confinamento, formou par com a atriz Bárbara Paz, que venceu o programa. Passadas duas décadas, o artista comenta se entraria no "BBB":

— Eu digo: "Se me pagarem o valor do prêmio (R$ 1,5 milhão), eu entro". Eu tenho respeito por quem quer participar, mas a exposição é grande. Algumas pessoas se inscrevem e realmente não tem nada a perder artisticamente. É claro que muitos temem manchar a reputação, outros ficam malucos lá dentro. Não é nada fácil. Eu faço terapia para cuidar da cabeça, mas o confinamento é pauleira. Tenho muita vontade de voltar a trabalhar em obras de ficção (ele já fez "O Sítio do Pica Pau Amarelo" e a novela "Um anjo caiu do céu"). Ricardo Waddington foi meu diretor na novela, no passado. De repente, faço essa retomada de contatos. Meu desejo é o de não fazer o Supla. Preferiria fazer uma série. 

Em 2020, Supla e Bárbara Paz fizeram uma live, e ele perguntou se algum comportamento seu beirava o machismo. E a atriz disse: "Não sei, você é quem tem que saber o que é machismo para você. Mas, assim, muitos momentos...". A artista não destacou os momentos a que se referia, mas Supla rebate.

—  Eu nem concordo com ela quando ela falou isso. O programa em si é que era machista. O Silvio Santos chamava a menina de "pata". Pelo que me lembro, eu não fiz nada de machista. Na minha visão, não. O que acontecia muito era e gente discutir o relacionamento e ela perguntar: "Você quer ficar comigo ou não?" Mas ali eu pensava: "Cara, a gente está dentro de um programa de TV. Deixa eu escolher o que quero fazer!" Eu nunca me coloquei como o superior, como bonzão. Apesar dessas opiniões diferentes, eu tenho muito respeito pela Bárbara. É uma atriz que leva muito a sério o que faz. E nós até fizemos cenas juntos no filme do (Héctor) Babenco que ela dirigiu. Porque ele a conheceu na "Casa dos artistas". Então, voltamos a encenar no longa — recorda-se ele, citando o filme dirigido pela gaúcha, que ficou viúva do argentino em 2016.

Atualmente, o cantor e praticante de handebol, surfe, futebol e polo à cavalo namora a modelo e atriz Nathalia Mastrobiso, de 25 anos. 

— Tenho um relacionamento afetivo. É legal quando você encontra uma pessoa, uma companheira, e vai caminhando. Eu vivo o agora. E meus relacionamentos são do tipo "caretões". Nunca gostei dessa parada de relacionamento aberto. A mulher sai com um cara, depois o cara sai com outra mulher. Já vi casais que abriram o relacionamento e depois a coisa ficou esquisita. Acho que não estou tão evoluído assim (risos). O que tento fazer é controlar o ciúme e viver intensamente o que a gente tem.

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Fonte Patrícia Kogut/Jornal O Globo

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