Artista e o povo do samba se despedem de Monarco velado na quadra da Portela | Lully FM - La Profundidade 88.1

Artista e o povo do samba se despedem de Monarco velado na quadra da Portela

Foto: Carlos Brito/g1

O corpo de Monarco, presidente de honra da Portela e símbolo do samba, foi velado desde o fim da manhã deste domingo (12), na quadra da Portela, em Oswaldo Cruz, Zona Norte do Rio.

Em meio à presença de torcedores ilustres da escola e amigos do sambista, como Paulinho da Viola, Marisa Monte e Diogo Nogueira, uma grande roda de samba com canções de Monarco e da Portela tomou conta da quadra.

A batucada só foi interrompida para a chegada de integrantes da Mangueira, que também foram prestar homenagem a um dos grandes nomes da história do samba brasileiro.

O enterro está previsto para as 16h, no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio.

O sambista morreu no sábado, aos 88 anos, vítima de complicações de uma cirurgia no intestino.

Parentes e amigos começaram a entrar na quadra pouco depois das 11h.

"O Monarco é a história. Era a voz de um tempo também que não temos mais (...) Ele sempre esteve presente aqui, quando muitos não estão mais e outros não comparecem. Quando cheguei na Portela, no final de 1964, o samba mais cantado era ‘Portela - Passado de glória’, escrito por ele. Das várias composições, essa é uma das que mais me lembro”, disse Paulinho da Viola.

Outra portelense, Marisa Monte foi uma das primeiras a chegar, vestida com as cores da escola.

"Era um gênio", comentou a cantora Marisa Monte (assista acima). "Era um grande exemplo também, de conduta, de altivez, resgatando essa tradição dos grandes bambas".

'Ele é a própria Portela', diz Diogo Nogueira

O cantor Diogo Nogueira também foi se despedir de Monarco. Ao lado do caixão por alguns minutos, ele se emocionou ao abração a viúva, dona Olinda.

"Nosso papel hoje para esse legado, essa história se manter viva, acesa, é continuar cantando a obra desse grande compositor, desse grande homem, de um coração imenso, que sempre agregou, sempre valorizou jovens compositores (...) A memória dele continua viva através de suas canções e melodias, da sua generosidade e da sua elegância. Ele é a própria Portela", comentou o cantor Diogo Nogueira.

O prefeito Eduardo Paes chegou por volta das 12h15 e entrou por uma das laterais da quadra. O prefeito, assim como o sambista Zeca Pagodinho, já havia enviado uma coroa de flores para a quadra.  

"O Monarco deixou um legado imenso para todos nós que amamos o samba e a Portela”, disse Paes.

“O coração da Portela fica despedaçado. O Monarco era não só um grande artista, mas também o guardião da memória da nossa escola. Várias gerações de portelenses aprenderam com ele os valores e princípios de fundadores. Ele transmitia aos mais jovens o que era a Portela”, disse o vice-presidente da escola, Fábio Pavão.  

Segundo Pavão, a Portela está de luto e cancelou todas as atividades pelos próximos dias – inclusive o ensaio da próxima quarta-feira. A agremiação também deixará de participar de uma festa da Liesa na segunda-feira.

O velório foi aberto ao público. Às 11h, já havia fila de pessoas na porta da quadra. A Rua Clara Nunes, onde fica a quadra, foi interditada. 

Foto: Carlos Brito/g1

Nosso carinho, de toda a equipe de Carnaval da Rede Lully FM de rádios ao mestre Monarco!  

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