Sem UEFA e F1 - Os respaldos da guerra na Rússia no esporte | Lully FM - La Profundidade 88.1

Sem UEFA e F1 - Os respaldos da guerra na Rússia no esporte

UEFA cancela final da Champions na Rússia

Como esperado nas últimas horas, a Uefa determinou nesta sexta-feira a mudança da sede da final da Liga dos Campeões desta temporada. A decisão do torneio não será mais no Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, por causa da invasão da Rússia à Ucrânia. Agora o último jogo da Champions League está previsto para Paris, no Stade de France, no dia 28 de maio.

— A Uefa gostaria de expressar seu agradecimento ao presidente da França, Emmanuel Macron, pelo apoio pessoal e comprometimento para que o jogo de clubes mais prestigiado da Europa fosse movido para a França, neste tempo de crise sem paralelos. Junto com o governo francês, a Uefa vai dar suporte a vários envolvidos para garantir o resgate de jogadores de futebol e suas famílias na Ucrânia, que enfrentam terríveis sofrimentos humanos, destruição e deslocamento — declarou a Uefa.

Também ficou decidido na reunião desta sexta-feira do Comitê Executivo da entidade que clubes da Rússia e da Ucrânia, assim como seleções em competições continentais, terão de mandar seus jogos em estádios neutros, "até segunda ordem".

Esse é o segundo adiamento da final da Liga dos Campeões em São Petersburgo. A cidade russa tinha sido escolhida como sede para a edição de 2020/21, mas por causa da pandemia, teve de que tirar Istambul dos planos para 2019/20 e levar a fase decisiva do torneio para Lisboa.

Paris não recebe a decisão da Liga dos Campeões desde a temporada 2005/06, quando o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho venceu o Arsenal no mesmo Stade de France.

A atual Champions League está na fase de oitavas de final. Todos os jogos de ida foram realizados, e agora faltam as partidas de volta, marcadas para os dias 8, 9, 15 e 16 de março. 

FIA também cancela o GP da Rússia de Fórmula 1 

Em resposta à invasão da Rússia na Ucrânia na última madrugada, a Fórmula 1 decidiu não realizar o GP da Rússia da temporada 2022. Em um comunicado, a categoria disse observar os desdobramentos no Leste Europeu com "tristeza e choque" e apontou o papel unificador do esporte como razão para a mudança. A prova estava marcada para 25 de setembro e ainda não tem uma substituta, mas a Turquia surge como principal candidata.

- O Campeonato Mundial da Fórmula 1 visita países ao redor de todo o mundo com uma visão positiva de unir pessoas e unificar nações. Estamos observando os acontecimentos na Ucrânia com tristeza e choque, e esperamos por uma resolução sadia e pacífica para a situação atual. Na quinta-feira de tarde a Fórmula 1, a FIA e as equipes discutiram a posição do nosso esporte e a conclusão foi que, incluindo a visão de todas as partes interessadas, será impossível realizar o GP da Rússia nas atuais circunstâncias - diz o comunicado.

A etapa está presente no calendário da F1 desde 2014, promovida no Circuito de Sochi. A cidade, palco das Olimpíadas de Inverno de 2014 (realizada no Parque Olímpico onde se localiza o autódromo) fica na costa do Mar Negro, a cerca de 1600 km da capital Moscou e 700 km das fronteiras com a Ucrânia.

Com autorização do presidente Vladimir Putin, a Rússia iniciou uma invasão à Ucrânia, pedindo que o país abra mão dos armamentos e desmonte suas forças militares. Diversos pontos do país, incluindo a capital Kiev, possuem relatos de ataques com mísseis. O presidente ucraniano Volodymyr Zenlensky adotou a lei marcial no país.

A decisão do governo russo já havia gerado consequências na F1; a Haas, equipe americana que tem o russo Nikita Mazepin como piloto, removeu o patrocínio do país de seu carro para o último dia de testes no Circuito da Catalunha, nesta sexta-feira; além disso, a participação de Mazepin na coletiva que sucedeu a parte matinal dos testes foi cancelada.

O cancelamento da etapa segue a resolução da Uefa, entidade máxima do futebol europeu, que retirou a final da Liga dos Campeões da cidade russa de São Petesburgo e elegeu Paris, na França, como nova sede.

No primeiro dia que sucedeu o início dos ataques russos na Ucrânia, pilotos como Sebastian Vettel e Max Verstappen já haviam se posicionado contra a realização do GP da Rússia. 

Enquanto o atual campeão da F1 justificou ser errado promover uma corrida em um país em guerra, o tetracampeão da Aston Martin pregou boicote à etapa, garantiu que não participaria da corrida e lamentou a eclosão do conflito.

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Fonte ge