Técnicas auxiliam na redução das marcas de expressão em pessoas da terceira idade | Lully FM - La Profundidade 88.1

Técnicas auxiliam na redução das marcas de expressão em pessoas da terceira idade

Fabíola Viterbo

Procedimentos de cuidado são essenciais, uma vez que as funções fisiológicas normais da pele podem diminuir em 50% até a meia-idade (entre 30 – 35 anos)

Cuidar da pele é fundamental para a saúde e isso vale para todos, independentemente do gênero, da idade e do tipo de derme. Os cuidados básicos como: rotina de limpeza, hidratação e o consumo ideal diário de água são práticas que ajudam a manter a pele saudável, mas precisam ser adaptados ou intensificados, principalmente na terceira idade.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, as funções fisiológicas normais da pele podem diminuir em 50% até a meia-idade (entre 30-35 anos). Isso é decorrente do envelhecimento cronológico, que se dá com o passar dos anos, mas pode se agravar por causa de maus hábitos nutricionais e do estilo de vida desfavorável.

Fabíola Viterbo, dermatologista do corpo clínico da Áurea Dermatologia Integrada, é especialista em rejuvenescimento e estética facial, e conta que a adoção precoce da rotina de cuidados com a pele pode amenizar os impactos causados pelo tempo. “A maior diferença quando você chega na terceira idade é se já existe um cuidado a longo prazo ou não, isso vai determinar os próximos passos de tratamento, pois o processo de envelhecimento se encontra em fase acelerada”, explica.

A dermatologista comenta que a partir dos 30 anos, a pele precisa de uma atenção maior e de protocolos de tratamento específicos, pois alterações genéticas e metabólicas agregadas aos impactos gerados pela interação da pele com o meio ambiente, principalmente a exposição excessiva ao sol, causam perda de colágeno e degeneração tecidual, fatores que aceleram o envelhecimento cutâneo.

O envelhecimento cutâneo (ou envelhecimento da pele) fica mais evidente com o aparecimento de marcas de expressão, popularmente conhecidas como rugas. Com o passar do tempo, principalmente entre os 40 e 60 anos, as rugas ficam mais expressivas e por isso existe a necessidade de intervenção médica através de procedimentos dermatológicos e estéticos que auxiliam na recuperação da saúde da pele.

Fabíola Viterbo ressalta que a partir de 40 anos é indispensável uma rotina de autocuidado mais intensa através da hidratação, da proteção solar associada a antioxidação e do uso de cremes noturnos para atender a necessidade da pele. “Os tratamentos com injetáveis e tecnologias se tornam, na década dos 40 anos, indispensáveis. Salvo a paciente que venha de uma rotina de cuidados contínua, os sinais de flacidez se tornam bastante visíveis nessa idade”, acrescenta a médica.

Fios de bioestímulo de colágeno ou de tração, terapias de estruturação facial associadas ao uso de ácido hialurônico, ultrassom e radiofrequência são alguns dos protocolos mais atuais para o rejuvenescimento da pele, usados, inclusive, por personalidades da mídia. Vale ressaltar que cada tratamento age em uma característica específica da pele e apenas especialistas podem determinar associações entre as técnicas e o tempo ideal.

O acompanhamento contínuo pelo dermatologista é determinante para o resultado do tratamento. Com a chegada dos 60 anos, por exemplo, o tratamento deve ser feito em intervalos mais curtos e intensos. “Além da associação de técnicas, é necessário o encurtamento do tempo entre as visitas ao dermatologista. Uma paciente de 60 anos possui um balanço negativo muito grande nesse período devido à perda constante de colágeno e se o tratamento tem intervalos muito grandes, é como se a gente sempre estivesse partindo do zero”, detalha.

Para a dermatologista, o ideal é tratar a pele a partir dos 20 anos, com cuidados diários, uso de protetor solar, alimentação saudável, rotina de exercícios. Não se deve deixar para tratar da pele apenas na terceira idade quando o envelhecimento cutâneo está avançado.

A dermatologista reforça que para uma pele bonita e saudável é necessário um cuidado integrado, é preciso que o paciente tenha qualidade de vida desde a saúde mental até a física. “Essa saúde, esse bem-estar, tem relação direta com a saúde de forma global, é preciso ter uma boa dieta, se manter no peso, praticar exercícios. Tudo isso reflete na beleza e na saúde da nossa pele”, finaliza.

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